JF Diorio/Estadão
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Prefeitura de SP publica edital para concessão do Autódromo de Interlagos

Objetivo é que o espaço de 900 mil metros quadrados contemple também um equipamento de lazer e cultura

Redação, Estadão Conteúdo

01 de julho de 2019 | 21h36

A Prefeitura de São Paulo publicará nesta terça-feira no Diário Oficial edital de chamamento público para elaborar o Procedimento Preliminar de Manifestação de Interesse (PPMI) da futura concessão do Complexo de Interlagos. O objetivo é que o espaço de 900 mil metros quadrados contemple também um equipamento de lazer e cultura, além dos esportes a motor.

Trata-se de fase anterior ao edital para receber possíveis interessados na concessão. Segundo a prefeitura, o objetivo do chamamento público "é receber do mercado estudos que detalhem potenciais usos das estruturas existentes, além de empreendimentos adicionais. Devem ser consideradas também as operações e explorações de atividades comerciais, desde que mantida a compatibilidade com as atividades de esporte a motor".

A preocupação da prefeitura é que os futuros interessados tenham projetos que mantenham a vocação esportiva do local, principalmente num momento em que o GP do Brasil de Fórmula 1 se tornou motivo de disputa entre São Paulo e Rio de Janeiro, que pretende rever a corrida, que sediou entre o fim da década de 70 e os anos 80.

Ao mesmo tempo, a Prefeitura de São Paulo quer tornar o autódromo um grande centro de eventos para que o local não fique restrito às disputas esportivas. Desde abril, uma última etapa de reformas no local alterou os boxes, que se tornaram mais altos para agradar à Fórmula 1. Na reforma, também foram removidas as paredes fixas dos boxes, com a intenção de tornar o local mais flexível para sediar diversos tipos de evento, de diferentes portes.

A área total de Interlagos compreende também o Kartódromo Ayrton Senna, uma pista de off-road, uma pista de apoio perimetral, arenas e prédio administrativo.

O projeto de concessão pública do local foi aprovado recentemente pela Câmara de Vereadores, em substituição à ideia anterior da prefeitura, então comandada por João Doria, que pretendia privatizar o autódromo. Com Bruno Covas no cargo, o projeto de privatização foi abandonado.

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