JF Diorio/Estadão
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Prefeitura republica edital sobre a concessão do autódromo de Interlagos

Administração municipal prorroga prazo e aguarda propostas de interessados até o dia 27 de março

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2020 | 10h59

A Prefeitura de São Paulo republicou nesta quarta-feira no Diário Oficial o edital de concessão do Complexo Interlagos. O pacote inclui o autódromo José Carlos Pace e o kartódromo Ayrton Senna. O intuito da administração municipal é ceder o espaço para a iniciativa privada pelo período de 35 anos. Os interessados deverão apresentar as propostas até 27 de março.

O conteúdo passou por algumas alterações no texto após sugestões do Tribunal de Contas do Município (TCM). O órgão indicou o acréscimo de requisitos como a limitação do número máximo de empresas para participar em consórcio na licitação, melhoria nos critérios de penalidade contratual, dispositivo de transparência no processo de desestatização e maior participação da Prefeitura em pesquisas de satisfação dos usuários sobre o Complexo Interlagos.

Pelas regras do edital, o vencedor será o responsável pela gestão, manutenção e reforma da ára de 900 mil m² do complexo. Ao longo dos 35 anos de concessão, a Prefeitura de São Paulo prevê arrecadar quase R$ 1 bilhão com Interlagos com recursos vindos do pagamento da outorga, investimentos, pagamento de impostos e desoneração do orçamento municipal.

Entre as exigências aos interessados estão a necessidade do espaço ser multiuso, com a possibilidade de receber a construção de shopping, hotel, galpão comercial e, claro, eventos automobilísticos. O edital traz a exigência do local ficar reservado 80 dias por ano para atividades da Prefeitura. Será preciso ao vencedor realizar obras de modernização na parte elétrica, hidráulica e sanitária.

A empresa vencedora da disputa será aquela que oferecer o maior valor de outorga. A concessão privada de Interlagos é um dos trunfos da Prefeitura de São Paulo para conseguir renovar o contrato com a Fórmula 1 para realizar o GP do Brasil. O acordo atual vale somente até o fim deste ano. O Rio de Janeiro também tem interesse em receber a prova a partir do próximo ano.

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