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Preocupada com morte na Indy, FIA fará testes de segurança na F-1

Entidade não propõe mudanças, mas fará estudos sobre medidas

Estadão Conteúdo

28 de agosto de 2015 | 17h08

A morte do piloto inglês Justin Wilson da Fórmula Indy, no domingo, trouxe preocupações também para a Fórmula 1. Nesta semana, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) prometeu conduzir novos testes para avaliar possíveis futuras mudanças nos carros com o objetivo de aumentar a segurança dos pilotos durante as corridas.

Wilson, então com 37 anos, foi vítima de um acidente fatal na etapa de Pocono da Indy, no fim de semana. Durante a prova, o piloto Sage Karam chocou-se com o muro em alta velocidade. Com a força do impacto, uma peça do seu carro se soltou e atingiu em cheio a cabeça de Justin Wilson. O inglês foi retirado imediatamente da pista e levado de helicóptero a um hospital, mas ele não resistiu.

A morte recente do piloto da Indy se soma ao acidente fatal sofrido pelo francês Jules Bianchi no GP do Japão de F-1 de 2014. O piloto morreu somente em julho deste ano, após nove meses em coma. Bianchi também morreu em razão de uma pancada na cabeça. Seu carro se chocou com um trator que removia outro carro acidentado no mesmo local anteriormente.

O acidente gerou cobranças por parte dos próprios pilotos ainda em 2014. Novas regras sobre a entrada de tratores foram definidas, mas alterações nos carros não passaram de rumores. Desta vez, porém, a FIA cogita promover mudanças nos monopostos, principalmente no cockpit.

A entidade, contudo, se antecipa ao justificar por que ainda não propôs as alterações. Ela alega que testes anteriores mostraram os riscos em fechar o cockpit com uma proteção total, uma espécie de parabrisas, como acontece em caças aéreos.

"Detritos que atinjam a proteção podem ser rebatidos para o ar, colocando em risco a segurança de outros carros e dos espectadores. E o acesso a um piloto, vítima de um acidente, poderá ser mais difícil", argumenta a FIA.

Apesar disso, a entidade promete testar alternativas no próximo mês. Uma delas foi proposta pela Mercedes. A proteção, que não conta com um "parabrisas", consiste em dois arcos suspensos por uma base colocada logo à frente do piloto.

Os arcos protegeriam a cabeça e também a viseira, por impedir o choque de qualquer objeto que viria em direção ao rosto dos pilotos, como aconteceu no acidente sofrido por Felipe Massa no GP da Hungria de 2009. A FIA não informou a data dos testes e nem quais outros modelos de proteção serão avaliados.

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