Presidente da Ferrari defende jogo de equipe na F-1

Para Luca di Montezemolo, são hipócritas os que dizem que escuderias não podem dar ordens aos seus pilotos

Agencia Estado

23 de outubro de 2008 | 12h44

O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, classificou nesta quinta-feira como hipócritas as críticas ao jogo de equipe na Fórmula 1. Para ele, o esporte é coletivo e as escuderias têm o direito de dar ordens a seus pilotos para que troquem de posição na pista.Oficialmente, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) proíbe esse tipo de comportamento. O estopim para a mudança no regulamento foi o GP da Áustria de 2002, quando Rubens Barrichello cedeu a vitória a Michael Schumacher nos metros finais, a contragosto, depois de receber ordens do box da equipe italiana. "Vou falar com Max Mosley (presidente da FIA). Temos de nos livrar dessa hipocrisia. O trabalho de equipe é uma das melhores coisas dos esportes coletivos. É só pensar no ciclismo", afirmou Montezemolo ao diário La Gazzetta dello Sport.A polêmica sobre o jogo de equipe na Fórmula 1 voltou a surgir no domingo, em Xangai. O finlandês Kimi Raikkonen cedeu o segundo posto a Felipe Massa, a fim de ajudar o brasileiro da Ferrari na briga pelo título. A manobra causou vaias do público chinês, mas aumentou as chances de Massa na disputa com Lewis Hamilton, da McLaren.

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