Presidente da Ferrari descarta Alonso e lembra caso de Senna

Luca di Montezemolo considera prejudicial formar uma dupla entre ele e o finlandês Kimi Raikkonen

EFE

22 de abril de 2008 | 11h32

O presidente da Ferrari, Luca Cordero di Montezemolo, disse nesta terça-feira que não há chance de o espanhol Fernando Alonso, duas vezes campeão da Fórmula 1, fazer parte da escuderia, e usou como exemplo o piloto brasileiro Ayrton Senna. "Não vejo uma chance para Alonso na Ferrari. Formar uma dupla com ele e (o finlandês Kimi) Raikkonen seria prejudicial para nós. Quero dois pilotos equilibrados, que colaborem", afirmou o dirigente em entrevista ao jornal La Gazzetta dello Sport. O presidente da Ferrari lembrou que, em 1994, alguns dias antes da morte do brasileiro Ayrton Senna no circuito de Ímola, em 1º de maio daquele ano, se reuniu com o piloto em sua casa de Bolonha, no norte italiano. "Ayrton já tinha se reunido com [Jean] Todt (ex-executivo-chefe da escuderia) em Monza e tinha falado com ele que queria correr na Ferrari. Nós já contávamos com Alesi e Berger", explicou, comparando este caso com o atual. "Fico feliz em ver que ele [Alonso] quer se juntar a nós, mas as vagas estão ocupadas", comentou o dirigente. Na entrevista, Cordero di Montezemolo contou sua experiência na Ferrari, da qual fez parte em 1973 e as cem vitórias durante seu período de Presidência, desde 1991, sendo 72 do alemão Michael Schumacher, que acabou conquistando cinco títulos na equipe - de 2000 a 2004. O presidente da Ferrari aproveitou para destacar alguns pilotos identificados com a escuderia, entre eles os brasileiros Rubens Barrichello e Felipe Massa, este último atualmente defendendo a equipe. 

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