Presidente da Ferrari reclama de comissários e da McLaren

Luca di Montezemolo acha que o recurso do time inglês é estresse desnecessário e pede mais profissionalismo

22 de outubro de 2007 | 14h02

O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, não esconde sua irritação com o caso dos combustíveis irregulares que pode tirar o título de campeão mundial de pilotos do finlandês Kimi Raikkonen. Em entrevista à rádio RAI, da Itália, ele critica abertamente os comissários da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o regulamento da competição e a apelação da McLaren contra a decisão.Veja também: A classificação final do Mundial A festa do campeão mundial Kimi RaikkonenSua argumentação para acreditar que o recurso do time inglês não vai dar em nada se baseia na subjetividade do regulamento. "Eu vejo isso como um estresse inútil para todos nós [o recurso da McLaren, que não aceita a não-punição à Williams e à BMW]. Os regulamentos dizem que, mesmo se algum carro começa irregular, não significa que os pontos sejam dados para as outras equipes". É justamente por este ponto - a subjetividade - que o chefão da equipe italiana pede a mudança. Ele reclama do fato dos comissários não serem dirigentes profissionais. Todos são pessoas ligadas à FIA ou às federações nacionais, não sendo remunerados."Chega disto, vamos olhar à frente e mandar profissionais às corridas ao invés de amadores aos montes. Deve-se dizer ainda que a complexidade dos carros de hoje cria dificuldades nas verificações, da eletrônica aos combustíveis, à aerodinâmica e ao tudo mais. Tudo é sobre centésimo de segundos."O caso dos combustíveis - BMW e Williams utilizaram gasolina com temperatura abaixo dos 10ºC a menos que a temperatura ambiente, o que é proibido pelo regulamento, já que quanto mais quente, maior sua densidade, mais dela cabe no tanque - ainda não tem prazo para ser concluído.

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