Presidente da FIA admite orgia e promete entregar o 'culpado'

Mosley diz que questões políticas envolvendo a entidade influenciaram no escândalo e anuncia saída em 2009

Ansa

30 de julho de 2008 | 10h21

"A orgia? Foi tudo verdade, exceto a história do nazismo. Quem me crítica acha que o sexo é somente aquele clássico, mas não é assim. Minha mulher ficou com raiva, mas não nos divorciamos. Em breve saberão o nome de quem quis me prejudicar", disse o presidente da Federação Automobilística Internacional (FIA), Max Mosley, em uma entrevista ao jornal italiano Gazzetta dello Sport."Com Ecclestone está tudo resolvido, mas não irei me candidatar em outubro de 2009, ao final de meu mandato", continuou Mosley. Ao ser questionado se não teria sido mais digno ter pedido demissão assim que surgiu o escândalo da orgia sexual com tema nazista, Mosley respondeu: "nunca considerei esta hipótese. Visto a falsidade da acusação nazista pensei em contra-atacar. A FIA me apoiou, caso não tivesse tido o voto favorável teria ido embora".Já com relação às duras críticas recebidas das grandes escuderias como BMW, McLaren-Mercedes, Toyota e Honda, Mosley comentou: "ninguém quis ouvir minhas razões. Não recebi nem mesmo um telefonema. Crucificaram-me sem conhecer os fatos".Mosley também comentou o boato de que o chefe da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, teria avisando-o desde o último mês de janeiro sobre uma possível tentativa de prejudicá-lo, dizendo: "Justamente. O chefe da polícia de Londres também me disse a mesma coisa. Bernie até mesmo me deu o nome de uma pessoa suspeita próxima à F1. Veremos, em breve saberemos".

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