Presidente da FIA diz que F-1 precisa de 'mais espetáculo'

'Este mundo ficou parado demais', destacou o francês Jean Todt, que elogiou o antecessor Mosley

EFE

09 de fevereiro de 2010 | 10h01

O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o francês Jean Todt, afirmou, em entrevista publicada nesta terça-feira pelo jornal italiano La Reppubblica, que "é preciso mais espetáculo para tornar a Fórmula 1 novamente apetecível".

O "barateamento dos custos", um "espetáculo melhorado" e um aumento nos negócios devem ser prioritários no trabalho para devolver a F-1 à sua era de ouro, disse Todt, que completou cem dias à frente da FIA.

"Este mundo ficou parado demais", destacou o francês, que defendeu a necessidade de um comissário ser eleito só para ficar responsável por toda a F-1.

Todt também elogiou o "magnífico trabalho" desenvolvido nos últimos 16 anos por seu antecessor no cargo, o britânico Max Mosley.

No entanto, disse que é preciso uma mudança na direção da entidade, já que 16 anos de presidência "é muita coisa".

Em outro trecho da entrevista, o presidente da FIA assegurou que a Ferrari, escuderia que dirigiu entre 1993 e 2004, "não condicionará" suas decisões à frente da federação.

Todt afirmou ainda que não encorajará Michael Schumacher em sua volta às pistas, mas comemorou a decisão do piloto alemão, já "que os carros são menos perigosos que as motos".

Sobre o "caso Briatore", o francês classificou como "inaceitável" o comportamento do ex-chefe da Renault, que, em 2008, teria orientado o brasileiro Nelsinho Piquet a forçar um acidente no Grande Prêmio de Cingapura.

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