Presidente da FIA teme novas saídas no Mundial de Fórmula 1

Max Mosley afirma que o regulamento da principal categoria do automobilismo mundial terá que ser revisado

EFE,

10 de dezembro de 2008 | 16h16

O britânico Max Mosley, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), acha que novas escuderias poderão abandonar a Fórmula 1 caso o regulamento da categoria não seja revisado."As normas se tornaram cada vez mais restritivas, limitando o trabalho dos engenheiros a áreas cada vez menores", comentou o dirigente nesta quarta-feira ao falar num seminário sobre o mundo dos negócios no automobilismo, em Mônaco.Entre outras afirmações sobre a situação atual da F-1, ele disse que a Honda deixou a categoria porque não vende os carros de que precisa para equilibrar as contas e não há nenhuma garantia que mude a situação, que afeta outros fabricantes.Mosley completou afirmando que, se os fabricantes não conseguirem melhorar as vendas, "teremos que nos preparar para outras saídas não só na F-1, mas também em outras áreas esportivas".Além disso, ele reconheceu que o sucesso da categoria passa pela otimização de cada uma das peças de um carro, por menor que seja. Mosley lembrou que a maioria das escuderias gasta US$ 1.000 em cada um dos aros das rodas de seus carros, que são importadas diretamente do Estado americano da Califórnia."São usadas aproximadamente 1.000 unidades ao longo da temporada, o que já representa uma despesa de mais de US$ 1 milhão só nesse conceito. É uma quantia que passa despercebida para o espectador e que também não repercute diretamente no espetáculo", explicou.Entre as conclusões mais críticas, Max Mosley afirmou que todos se esforçam em tornar os carros mais leves e na utilização de "materiais exóticos"."Criaram uma mentalidade na Fórmula 1 na qual os engenheiros só estão satisfeitos com o refinamento e não buscam a inovação. Isso é o que está destruindo a Fórmula 1", disse o presidente da FIA.Muito crítico o tempo todo, Max Mosley deu como exemplo positivo o Sistema de Recuperação de Energia Cinética (Kers, na sigla em inglês) por ser um sistema inovador."Infelizmente, outros engenheiros como os da Ferrari dizem não querer o Kers porque é muito complicado", afirmou.Mosley fechou o discurso assegurando que era necessário reduzir despesas na F-1, "estabilizar o sistema com um motor base para todos os carros e a mesma caixa de câmbio, à espera de encontrar uma nova energia eficiente que, sem dúvida, será o futuro".

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