Príncipe do Bahrein proíbe Mosley de ir ao GP em seu país

Xeque Salman Bin Hamad Al-Khalifa diz, em carta, que 'toda a atenção deveria se concentrar na corrida'

EFE

03 de abril de 2008 | 10h17

O príncipe herdeiro do Bahrein informou ao presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, que sua presença não é desejada no Grande Prêmio de Fórmula 1 que acontecerá em seu país após ser divulgado que o dirigente participou de uma orgia sadomasoquista com cinco prostitutas. Veja também: Equipes da F-1 criticam presidente da FIA por escândalo sexualEsta notícia foi dada nesta quarta-feira pelo jornal britânico The Times, publicação que afirmou que Mosley disse a alguns amigos que não compareceria a esta corrida por estar muito ocupado com seus advogados para apresentar uma ação contra o tablóide News of the World, ao qual acusa de intromissão em sua intimidade. No entanto, segundo a informação publicada do The Times, o xeque Salman Bin Hamad Al-Khalifa, príncipe herdeiro do Bahrein, escreveu para Mosley uma carta na qual lhe comunica sem rodeios que é "persona non grata" em seu país. "Diante das acusações (contra sua pessoa), suspeito que o senhor estará pensando sobre sua presença no GP do Bahrein, esta semana. Considero importante transmitir a você a posição do Governo e do povo do Bahrein", lhe escreve o príncipe herdeiro. "O mais importante é o êxito do acontecimento (esportivo) para todos os envolvidos: o Reino do Bahrein, a F-1 e os espectadores. Toda a atenção deveria se concentrar na corrida. Daí que com grande pesar tenha que comunicar-lhe que, nas atuais circunstâncias, não seria conveniente sua presença no Bahrein", declarou o príncipe herdeiro a Mosley. Como conseqüência do veto do príncipe, Mosley não terá outra escolha fora ver a corrida pela TV, diz o The Times. A carta do príncipe herdeiro foi enviada para o endereço de Mosley em Mônaco com cópia para o chefão da categoria automobilística, Bernie Ecclestone. 

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