Paulo Liebert/AE
Paulo Liebert/AE

Problema na pista da Indy surpreendeu, diz engenheiro

Tony Cotman, contratado para desenhar o circuito, corre para melhorar a aderência na reta do Sambódromo

Milton Pazzi Jr, estadao.com.br

13 de março de 2010 | 18h48

O engenheiro neozelandês Tony Cotman, criador do circuito do Anhembi, admitiu que foi surpreendido com o problema de aderência na reta do Sambódromo, que recebeu muitas críticas dos pilotos durante os treinos livres deste sábado. Por causa disso, esse trecho da pista passará por reparos emergenciais durante a noite, para que a etapa de São Paulo da Fórmula Indy possa acontecer normalmente neste domingo, quando haverá a sessão de classificação e a corrida.

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"Quando a desenhamos, não esperávamos que fosse problemática. É a primeira vez que vi um asfalto tão brilhante, o pneu passa e não ''cola'', a borracha não gruda. Pensei que a borracha traria a aderência, mas não aconteceu", explicou o engenheiro, que foi contratado pela Indy Racing League (IRL) e pela organização da prova para criar o circuito do Anhembi - ele é membro da comissão de autódromos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

O resultado dos reparos emergenciais, que esperam criar aderência e aumentar a segurança na reta do Sambódromo, só poderá ser conferido na manhã deste domingo. "Agora o tempo corre contra, queremos que fique como está no pit lane [que tem asfalto por toda sua extensão], além de deixar o mais plano possível. Não é o ideal, mas é o que temos. O crítico será a parte de limpeza", contou Cotman.

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Cotman também se defendeu das críticas de negligência sobre o problema. "Só fechamos o circuito na noite de sexta-feira, não dava para ter 100% antes disso. Não é uma solução blindada [as ranhuras que serão feitas na pista]. Se precisar, faremos outra coisa. A superfície da reta não é tão diferente de outras que já vimos e a preocupação é tornar o trecho o melhor possível", revelou o engenheiro.

Esta obra emergencial significará cortes na pista em 2 ou 3 milímetros de profundidade, por toda a extensão da reta do Sambódromo, a cada cinco a dez centímetros. O engenheiro descartou colocar asfalto no lugar do concreto, por causa do prazo curto e pelo forte risco de aumentar as ondulações. Cotman também disse que a largada e a chegada da prova estão mantidas para a reta do Sambódromo, sem mudar para a reta da Marginal como chegou a ser pensado.

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