?Professor? e 1.º chefe elogiam bom momento de Rubinho

Ser o piloto com mais GPs disputados na Fórmula 1 tem lá suas vantagens. Colecionar um grande número de amigos é uma delas. Por isso, não faltará apoio a Rubens Barrichello no GP do Brasil. Além das 70 mil pessoas que vão a Interlagos, ele contará com a torcida de companheiros muito especiais, entre eles o primeiro chefe e o parceiro de equipe de sua estreia na categoria.

THIAGO ARANTES, Agencia Estado

18 de outubro de 2009 | 07h53

"Rubens vive um momento muito especial e é merecido que ele passe por isso. Eu dei a primeira chance a ele, no fim de 1992, e ele viveu muitas dificuldades para chegar até o nível em que está atualmente", disse Eddie Jordan, chefe de equipe que promoveu o brasileiro ao topo do automobilismo.

Rubinho esteve na Jordan entre 1993, ano de sua estreia na categoria, e 1996. No período, conquistou uma pole e teve de lidar com a pressão da torcida brasileira, que perdeu seu maior ídolo, Ayrton Senna.

"Ele teve uma fase difícil porque vocês aqui no Brasil estavam acostumados com Emerson, Piquet e Senna. Rubens foi muito pressionado, mas hoje ele conseguiu superar isso. Acho que ele é o grande favorito da corrida, e tem chances, sim, de ser campeão. Eu ficaria muito feliz, somos grandes amigos até hoje", afirmou Jordan.

Quando estreou na Jordan, em 1993, Barrichello era apontado como um grande talento do automobilismo brasileiro. E, na equipe irlandesa, ele teve seu primeiro professor na Fórmula 1, o italiana Ivan Capelli. Então um veterano piloto com passagem até pela Ferrari, Capelli "adotou" Rubinho e deu as primeiras dicas sobre a categoria para o brasileiro.

"Ele era um estreante cheio de energia e ensinei umas poucas coisas a ele. Rubens morava em uma casa ao lado da Jordan e sempre que eu ia para lá, ficava na casa dele. Tivemos uma relação muito próxima", lembrou o italiano.

A parceria, no entanto, durou pouco. "Depois do GP do Brasil de 1993, Eddie Jordan me pediu um milhão de dólares em patrocínios para eu continuar na equipe. É claro que eu não tinha aquele dinheiro e aí tive de ir embora", recordou Capelli, sorridente. Ele nunca mais pilotou na Fórmula 1.

"Apesar de ter sido curta, a parceria com Rubens nos tornou amigos. Temos muita coisa em comum, e meu aniversário, no dia 24 de maio, e um dia depois do dele. Então sempre nos cumprimentávamos por isso, mesmo depois de correr juntos. Ele vive um momento especial, é bom vê-lo assim", afirmou Capelli, hoje comentarista da rede de TV italiana RAI.

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