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Progaganda causa impasse na Fórmula 1

Renault, Ferrari, BAR e Jordan, 4 das 5 equipes da Fórmula 1 que têm patrocínio de empresas tabagistas, enviaram para Budapeste, onde a partir de sexta-feira será disputado o GP da Hungria, bem mais equipamentos do que as 12 toneladas em média que transportam para disputar uma etapa do Mundial. Motivo: não sabem se podem ter ou não nos seus carros a propaganda de cigarros.A Renault divulga a marca Mild Seven; a Ferrari, Marlboro; a BAR, Lucky Strike; e a Jordan, Benson and Hedges. A direção dessas quatro equipes ainda não sabe se deve acatar a determinação do Parlamento Europeu, que proibiu a publicidade de cigarros a partir de 31 de julho, ou o estabelecido há quatro anos entre a Organização Mundial de Saúde (OMS) e várias entidades esportivas, dentre elas a FIA, para colocar fim à prática apenas no fim de 2006.A outra equipe da Fórmula 1 envolvida nesse caso é a McLaren, que tem o patrocínio da Woking, mas ela já acatou a nova lei européia. A partir do GP da Hungria, neste domingo, seus carros não mais divulgarão a marca de cigarros West. O contrato com a Imperial Tabacco, dona da marca, renovado no ano passado, previa o fim das transações na etapa da Alemanha, realizada no último domingo.Agora, no carro da McLaren, sai o cigarro e entra o álcool. Os modelos prateados de Kimi Raikkonen e Juan Pablo Montoya terão no aerofólio traseiro e laterais o nome do whisky Johnny Walker.Impasse - Assim que foi marcada a data de 31 de julho pelo Parlamento Europeu, no ano passado, o presidente da FIA, o advogado Max Mosley, defendeu que a Fórmula 1 era um caso de exceção. "Proponho a desobediência da lei. Temos um documento assinado pela OMS estabelecendo a data de 31 de dezembro de 2006", disse o dirigente. "A nova lei desrespeita os contratos assinados pelas equipes com empresas tabagistas, definidos a partir do acordo com a OMS."Mas Flavio Briatore, diretor da Renault, está apreensivo. "Vamos aguardar o comunicado escrito do governo britânico para saber como serão nossos carros", avisou."Precisamos levar malas grandes para Budapeste", admitiu Nick Fry, diretor da BAR. "Estamos frustrados por não receber, ainda, um esclarecimento do governo, apesar de o já termos solicitado mais de uma vez."As equipes com sede na Inglaterra são, a princípio, proibidas de fazer propaganda tabagista a partir do determinado pela União Européia. A Renault, apesar de francesa, tem sua principal estrutura técnica na cidade inglesa de Enstone, próxima a Oxford. Outras duas envolvidas estão no país: a BAR se instala em Brackley e a Jordan, em Silverstone. Já a Ferrari tem sede na Itália. E até o GP da Alemanha, no último domingo, a direção da escuderia não sabia se teria de omitir a marca Marlboro na etapa da Hungria.O mais curioso é que nesta quarta-feira os mecânicos já iniciam suas atividades no circuito Hungaroring. Terão de ser informados, por exemplo, que uniforme utilizar e quais adesivos afixar nos carros, com ou sem as marcas de cigarros.Estima-se que, com o fim da publicidade tabagista, a Fórmula 1 perderá cerca de US$ 200 milhões de investimentos por ano.

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