Prost: US$ 70 mi para salvar a equipe

As dificuldades que o grupo Prost Grand Prix, cujo acionista majoritário é o tetracampeão mundial Alain Prost e o segundo o brasileiro Pedro Paulo Diniz, lembram as ocorridas no passado com um outro campeão de Fórmula 1, Emersom Fittipaldi, quando tentou se aventurar como construtor lançando a sua própria escuderia, a Copersucar. Só que o prejuízo acumulado pelo francês é muito maior, pois as dívidas acumuladas são superiores a US$ 30,5 milhões.A justiça já declarou a concordata do grupo e deu prazo até o próximo dia 15 de janeiro para que seja encontrada uma solução, pois caso contrário será decretada a falência com todas suas conseqüências, entre elas o término de todas as atividades da empresa, a venda de seus ativos e a saída definitiva da Prost Grand Prix do circo da categoria, além da demissão de 200 funcionários do grupo. Alain Prost controla 51,3% do capital; o brasileiro Pedro Paulo Diniz, 40% ; LC Capital, 5,4% e Yahoo, 2,9%.Até esta quarta-feira, Alain Prost confirmava não ter sido possível encontrar nem patrocinadores, nem investidores, o que permitiria garantir a sobrevivência da escuderia e sua participação na próxima temporada. Hoje, o centro de estudos do grupo continua funcionando e os salários têm sido pagos regularmente, mas todas as atividades relativas a produção e fabricação do próximo carro foram paralisadas, segundo revela o próprio Alain Prost.Orçamento - Frank Michel, o advogado que assumiu as funções de administrador judiciário da Prost Grand Prix, admite que depois de 15 de janeiro será muito difícil sua participação na próxima temporada. O próprio Alain Prost considera esse prazo realista, lembrando que sem participar da temporada de 2002 a escuderia perderá os direitos de televisão ganhos na temporada passada, um corte suplementar de US$ 15 milhões no orçamento.Segundo Prost, as necessidades de curto prazo da empresa se elevam a US$ 70 milhões. Esse orçamento não é muito alto, pois a Toyota que estará presente com seu próprio carro prevê investimentos de 400 milhões de dólares, antes mesmo de disputar sua primeira prova.O grupo está apostando ainda nas negociações com três investidores, mas nenhum deles é francês, o que Alain Prost lamenta.Durante esses dias uma chuva de críticas estão sendo dirigidas contra ex-piloto: má gestão, fuga de técnicos, pilotos e até de patrocinadores. Prost se defende convocando seus críticos a participarem da tentativa de salvar a escuderia francesa, mas muitos se indagam se ainda há tempo.

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