Mazen Mahdi/EFE
Mazen Mahdi/EFE

Protestos não ameaçam GP do Bahrein neste fim de semana, diz organização

Grupos contrários ao governo aproveitam a visibilidade do evento para chamar a atenção do mundo

AE-AP, Agência Estado

18 de abril de 2013 | 12h24

BAHREIN - A organização do GP do Bahrein de Fórmula 1 veio a público para garantir a realização da prova, que será disputada neste domingo, apesar dos protestos que vêm acontecendo na ilha localizada no Golfo Pérsico. Eles garantiram que os atos de violência dos manifestantes não representam uma ameaça à corrida. Nesta quinta-feira, um novo conflito aconteceu na cidade de Manama.

O GP do Bahrein é o principal evento esportivo realizado no local e, já há alguns anos, grupos contrários ao governo aproveitam a atenção que a prova atrai para manifestarem sua posição através de protestos. Desde a semana passada, estes grupos vêm repetindo os atos diariamente, mas ainda assim os organizadores confirmaram que a prova será realizada sem maiores problemas.

"Nós não achamos que há uma ameaça direta ao que acontecerá na pista e nem recebemos qualquer tipo de ameaça à corrida", disse o presidente do Circuito Internacional do Bahrein, Zayed Alzayani. "Mas estamos levando tudo em conta. Para nós, queremos produzir um evento que seja memorável para aqueles que estarão presentes."

Alzayani garantiu que os protestos estão acontecendo em áreas isoladas, longe do circuito ou do local onde estão os pilotos. Segundo ele, apesar dos protestos de alguns grupos, a população do Bahrein apoiou a realização do GP. O dirigente aposta no sucesso da prova e revelou que a procura por ingressos subiu 20% em relação ao ano passado. São esperadas 25 mil pessoas no domingo.

"Uma das diferenças da nossa corrida, em comparação com as outras provas ao redor do mundo, é que temos total apoio da nossa nação", afirmou Alzayani. "A corrida tem sido aprovada por todos os membros da sociedade, incluindo a oposição. Se há pessoas contra a prova, tudo bem. Elas podem manifestar sua opinião desde que estejam dentro da lei."

O GP do Bahrein tem enfrentado problemas com a violência dos manifestantes há mais de dois anos, sempre em atos contra o governo local. Em 2011, os protestos fizeram com que a prova fosse cancelada pelo chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, que considerou que a violência dos grupos que lideravam o ato ameaçava os pilotos.

No ano seguinte, os protestos se repetiram e integrantes da equipe Force India inclusive passaram por um incidente inesperado, quando uma bomba incendiária atrasou o retorno de uma van que os transportava e que passava por uma área onde manifestantes travavam um conflito com a polícia local. Apesar dos problemas, o GP foi realizado.

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