Jean-Francois Monier/AFP
Jean-Francois Monier/AFP

Prova das 24 horas de Le Mans reúne herdeiros de lendas do automobilismo

Bruno Senna, Nelsinho Piquet e Nicolas Prost prometem fazer jus aos seus sobrenomes em evento tradicional

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2017 | 07h00

Os herdeiros de três lendas do automobilismo mundial – Piquet, Senna e Prost – vão participar de uma prova igualmente tradicional neste sábado, a partir das 10h: as 24 horas de Le Mans. Bruno Senna, sobrinho de Ayrton Senna, tricampeão de Fórmula 1 falecido em 1994, e Nelsinho Piquet, filho do também tricampeão Nelson Piquet, correm pela equipe francesa Vaillante Rebellion ao lado de Nicolas Prost, filho do tetracampeão Alain Prost. 

“É uma honra estar ao lado de nomes tão importantes, pela história no automobilismo e também por aquilo que a nova geração está fazendo. Estamos fortes e temos chance de brigar pela vitória”, afirmou Bruno Senna ao Estado

A disputa está dividida em quatro categorias: LMP1 e LMP2 (protótipos), GTE Pro (carros de gran turismo para pilotos profissionais) e GTE Am (carros de gran turismo para pilotos semi-profissionais) e conta pontos para o Campeonato Mundial de Endurance, que reúne provas de longa duração. Na categoria LMP2, Nelsinho larga em quarto; Bruno e Prost em quinto. 

Em 2013, Bruno teve a grande chance de vencer a corrida, mas seu companheiro na equipe Aston Martin bateu o carro com cinco voltas para o final enquanto lideravam. Nelsinho, primeiro campeão da Fórmula E, de carros elétricos, ainda tenta superar uma mancha em sua carreira. Em 2008, ele confessou que havia batido propositadamente no GP de Cingapura para ajudar Fernando Alonso, seu companheiro na Benetton, por ordem do dono da equipe, Flavio Briatore. Acabou banido da Fórmula 1. Prost foi piloto de desenvolvimento da Lotus na categoria principal do automobilismo entre 2013 e 2014 e disputa o Campeonato de Endurance nas últimas temporadas. 

As 24 Horas de Le Mans são disputadas desde 1923, no Circuit de la Sarthe, na França. Juntamente com o GP de Mônaco de F1 e as 500 Milhas de Indianápolis, a prova de longa duração mais importante do mundo forma a Tríplice Coroa do automobilismo mundial. 

Cada carro possui três pilotos, que se revezam em um dia inteiro de corrida. Cada um dirige mais ou menos oito horas. Senna afirma que o desgaste físico não é grande, apesar da diferença de duração em relação às outras provas, que giram em torno de seis horas. “Não é uma prova que exige grandes esforços físicos. Como o traçado tem longas retas, é possível descansar e relaxar um pouco”, diz Senna. 

O ex-piloto da Hispania, Lotus e Willians afirma que a duração da prova impõe desafios diferentes da Fórmula 1. “Todos preferem andar no comecinho da manhã, quando a pista está mais rápida e permite melhorar uns 2s. Os pilotos querem evitar andar à noite, porque é um turno mais caótico no qual os pilotos erram mais. Quando amanhece, é preciso ficar ligado com a visibilidade. Se o sol vier direto na cara e o para-brisa estiver sujo, fica difícil enxergar”. 

O Brasil terá o número recorde de participantes na prova. Serão oito. Além de Senna e Piquet, vão competir André Negrão, Tony Kanaan, Daniel Serra, Pipo Derani, Fernando Rees e Rubens Barrichello, o piloto com o maior número de GPs disputados na história da Fórmula 1 (322) e estreante ilustre. Com isso, aumentam as possibilidades de que o Brasil conquiste o troféu que não vem desde 2009 com Jaime Melo Jr.

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