Brandon Malone/Reuters
Brandon Malone/Reuters

Quatro primeiras etapas da F-1 deixam lições para equipes

Equipes contam o que aprenderam nas primeiras corridas da temporada 2013

Lívio Oricchio, O Estado de São Paulo

29 de abril de 2013 | 07h30

SÃO PAULO - É intenso o ritmo dos trabalhos nas 11 equipes que disputam o campeonato de Fórmula 1. A maioria utiliza o limite de 40 horas semanais de estudos aerodinâmicos no túnel de vento para já na próxima etapa, o GP da Espanha, quinto do calendário, dia 12, seus carros receberem novos e importantes componentes.

As quatro primeiras provas deixaram grandes ensinamentos, técnicos e esportivos, apesar de o regulamento ser, basicamente, o mesmo do ano passado. A grande variável este ano foi a introdução dos novos pneus Pirelli, mais macios que em 2012, e bastante exigentes quanto ao acerto do carro. E novamente esse é o principal fator que tem tornado a competição imprevisível e, por vezes, emocionante.

O que as corridas na Austrália, Malásia, China e Bahrein mais mostraram para os pilotos, seus engenheiros e os diretores técnicos de seus times?

"A necessidade de encontrar acertos para os carros que façam os pneus funcionarem na faixa de temperatura para a qual foram projetados", disse Christian Horner, diretor da Red Bull, no circuito de Sakhir. "Aqui (Bahrein) nós conseguimos ser eficientes porque tivemos sucesso com os pneus. Numa próxima etapa pode ser outra escuderia e será assim até o fim do ano."

"Muito do que podemos produzir relaciona-se diretamente com a capacidade de encontrar o ajuste certo para os pneus", afirmou ao Estado Niki Lauda, diretor da Mercedes, em tom crítico, ratificando a importância descrita por Horner.

Mas ainda que os pneus sejam propositadamente decisivos, nem tudo pode ser explicado pela maior ou menor adaptação do carro aos pneus.

O projeto da Red Bull mostrou-se eficiente nos testes da pré-temporada, impressão confirmada na fase inicial do campeonato. O mesmo vale para a Ferrari e a Lotus. Fernando Alonso, do time italiano, ganhou o GP da China e Kimi Raikkonen, da Lotus, o da Austrália. Como a Red Bull, a Ferrari, a Lotus e a Force India também demonstraram ter concebido belos projetos no ensaios de inverno.

Há, portanto, certa lógica entre a qualidade do projeto e como ele responde na pista. Essa dependência de saber explorar os pneus procede, mas não explica tudo o que as corridas de Melbourne, Sepang, Xangai e Sakhir evidenciaram. O valor do grupo de técnicos que trabalhou na concepção do carro tem, felizmente, muita importância ainda.

O que nem todos entenderam na própria Fórmula 1 foi a opção de a McLaren partir para um projeto bastante distinto do que venceu as duas últimas etapas de 2012, sendo que as regras agora são as mesmas do ano passado e em 2014 serão radicalmente distinto do deste ano. Ou seja, quase tudo o que a McLaren tem aprendido com o modelo deste ano não será repassado ao do carro de 2014.

E ninguém desenvolve um carro que incorpora soluções de vanguarda, com as adotadas no modelo MP4/28-Mercedes de Jenson Button e Sergio Perez, de uma hora para a outra. A história da McLaren este ano se assemelha a da Ferrari com o seu F2012, do ano passado. Apenas na segunda metade da temporada tornou-se competitivo.

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