Arquivo/AE
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Racha na Fórmula 1 aproxima-se de ponto sem volta

Guerra política entre as escuderias e a FIA pode gerar uma categoria dissidente no ano que vem

Alan Baldwin, Reuters

22 de junho de 2009 | 17h02

LONDRES - A Fórmula 1 pode ter apenas dias - e não semanas - para evitar uma competição rival, pois as equipes afirmam que estão avançadas nos preparativos e estão chegando rápido a um ponto a partir do qual não haverá retorno.

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"Eu diria muito curto", disse o presidente da divisão automobilística da Toyota, John Howett, quando perguntado no domingo, após o Grande Prêmio da Grã-Bretanha, sobre o tempo disponível antes de a situação se tornar irrevogável.

"Se começarmos as ações na próxima semana, que é o que pretendemos fazer, para ir de uma discussão conceitual para a fase de implementação, acho que começaremos a ter compromissos que depois vão se tornar muito difíceis de se desfazer deles."

Howett, que é vice-presidente da Associação de Equipes da Fórmula 1 (Fota), disse que será importante uma reunião do conselho da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) em Paris na quarta-feira.

O presidente da Fota, Luca di Montezemolo, que também é presidente da Ferrari, participará da reunião com o presidente da FIA, Max Mosley, o chefe comercial da F-1, Bernie Ecclestone, e representantes de federações nacionais. Depois disso, as oito equipes da Fota vão se reunir na quinta-feira.

Na semana passada, elas anunciaram que dariam início aos preparativos de um campeonato próprio, após não chegarem a um acordo com a FIA sobre as regras do ano que vem.

A FIA quer um limite orçamentário para permitir a entrada de novas equipes e a manutenção de outras no esporte, mas a Fota diz que seria possível chegar a cortes nos custos por outros meios. As equipes também pedem maior transparência na organização do esporte e têm Mosley como alvo. Ele disse ter certeza de que eles encontrarão uma solução, mas irritou os chefões da Fota no fim de semana ao chamá-los de lunáticos.

O comentário provocou uma resposta afiada do chefe da equipe da Renault, Flavio Briatore, apesar de o italiano ter dado uma carona de helicóptero a Mosley até Silverstone.

"Não quero descrever o que Max é pessoalmente, porque na vida privada dele já tivemos uma demonstração do que ele era no (tabloide) News of the World", disse Briatore, referindo-se à exposição no ano passado do envolvimento do britânico em sessões de sexo sadomasoquista.

"Se ele está falando sobre lunáticos e coisas como essas, ele precisa se observar, apenas para fazer o melhor trabalho para ele e as equipes, e não entrar na esfera pessoal."

Howett disse que diversos aspirantes a competidores rejeitados pela FIA na lista de inscrição de 2010 abordaram a Fota sobre a possibilidade de unirem-se a ela no novo campeonato, mas foram colocadas em compasso de espera para aguardar as resoluções pendentes.

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