Raikkonen é a boa surpresa da prova

A oitava etapa do Mundial, hoje, não fugiu a sua característica de sempre apresentar surpresas e responder perguntas que estavam no ar. Por exemplo: o jovem finlandês Kimi Raikkonen, de 21 anos, quase sem experiência alguma no automobilismo até chegar à F-1, este ano, será um grande nome do Mundial em breve. Hoje ficou em quarto. Já Juan Pablo Montoya, decepcionou de novo. As 69 voltas do GP do Canadá mostraram também que a maior autonomia da McLaren não lhe garante, necessariamente, a vantagem que até a própria Ferrari acreditava existir. Mais: a Michelin deixou claro que voltou à F-1 para ser campeã em breve. Ninguém menos do presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, se orgulhou de dizer que havia votado contra a concessão da superlicença para Raikkonen competir na F-1. Alguns pilotos, como Rubens Barrichello, também opinaram de forma contrária a ele estrear no Mundial, por nunca ter disputado sequer uma prova de Fórmula 3. Hoje, seis meses depois, não há equipe que não se interesse por ele. Com o "sumiço" de Jenson Button das paradas de sucesso da F-1, Raikkonen surge como o grande nome da competição. Montoya, contudo, mais uma vez decepcionou. Dispunha do mesmo carro do vencedor, Williams. Largou em décimo e bateu de novo, como em Mônaco. Desta vez, de quebra, ajudou ainda tirar Rubens Barrichello da corrida. A F-1 já está se perguntando: será que ele é tudo isso mesmo? Os temores da Ferrari não se confirmaram, ao menos hoje. A McLaren não vencerá as corridas onde são realizados um único pit stop só porque tem maior autonomia. Hoje Mika Hakkinen estendeu sua permanência na pista até a 49.ª volta, enquanto Schumacher parou na 46.ª. Mas o próprio alemão lembrou: "Está provado que não é só a questão de dispor de mais gasolina que definirá o vencedor." Ao ser lembrado que Ralf Schumacher ganhou porque a Williams de Ralf parou na 51.ª volta, cinco depois dele, Michael falou: "Ralf venceu porque a Williams era hoje um carro muito mais veloz que a Ferrari." Parte desse avanço Frank Williams e o próprio Schumacher atribuíram à eficiência dos pneus Michelin. "Além do nosso motor (BMW), excepcional, veja os estado dos nossos pneus, parecem que não foram usados", disse Frank Williams. Ralf comentou que ao permanecer atrás de Michael, compreendeu, a certa altura, que a Ferrari estava já quase sem pneus. "Comportava-se nervosamente", descreveu. Michael lembrou que a Ferrari foi o primeiro time Bridgestone no GP do Canadá. Há quem tenha visto na frase certa crítica aos pneus japoneses, seguramente inferiores aos da Michelin em condição de corrida em Montreal. Os pneus franceses tiveram grande influência na quinta colocação de Jean Alesi, da Prost, e o sexto lugar de Pedro de la Rosa, Jaguar. Ralf adiantou à imprensa que desejava saber se, agora, desafiaria o irmão na luta pelo título: "Não creio que seja candidato.Nosso pacote aerodinâmico ainda não está no nível que precisaríamos para tanto."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.