Srdjan Suki/EFE
Srdjan Suki/EFE

Raikkonen interrompe as férias para testar carro da GP3

Finlandês pilotou modelo a pedido de promotores para auxiliar em projeto da temporada 2014

LIVIO ORICCHIO , O Estado de S. Paulo

16 de agosto de 2013 | 15h15

NICE - Bem poucos pilotos de Fórmula 1, notadamente renomados e já campeões do mundo, seriam capazes de interromper as férias de agosto para realizar um teste com um carro de competição, em especial da GP3, categoria que prepara esses profissionais para a GP2 que, por sua vez, tem como objetivo formá-los ainda melhor para os desafios da Fórmula 1.

 

Mas apesar da fama, um tanto procedente, de desinteressado de Kimi Raikkonen, nesta sexta-feira o finlandês atendeu o pedido dos promotores da GP3 para testar seu carro, a fim de ajudá-los a projetar o modelo de 2014. O monoposto deste ano apresenta uma característica altamente indesejável, principalmente para uma categoria escola: dificuldade para ultrapassar.

 

Raikkonen completou 58 voltas nos 4.655 metros do Circuito da Catalunha e registrou na melhor passagem 1min34s780. A última pole position da GP3 na mesma pista foi estabelecida, em maio, pelo atual líder do campeonato (91 pontos), o veloz cipriota Tio Ellinas, da equipe Marussia Manor, com 1min34s233, marca 547 milésimos melhor que a do finlandês. A preocupação maior de Raikkonen não era demonstrar quem é o mais rápido.

 

O convidado dos promotores, entenda-se Bernie Ecclestone e Flavio Briatore, utilizou o Dallara equipado com motor V-6 de 3,4 litros, aspirado, de 400 cavalos, da equipe finlandesa Koiranen, onde competem dois pilotos da nação de Raikkonen: Aaro Vainio, terceiro colocado do campeonato (75 pontos) e Patrick Kujala, sem pontos. O dono da Koiranen é também amigo do piloto da Lotus, Afa Heikkinen.

 

"Estava curioso para ver com o carro se comporta e foi divertido pilotá-lo. Tive algumas dificuldades com suas reações, mas conseguimos melhorá-lo", disse Raikkonen. Na Fórmula 1, depois de dez etapas disputadas, o piloto da Lotus é o atual vice-líder do Mundial, com 134 pontos diante de 172 do primeiro colocado, o tricampeão Sebastian Vettel, da Red Bull. A próxima corrida será no circuito em que Raikkonen já venceu quatro vezes, Spa-Francorchamps, dia 25. Duas com McLaren, em 2004 e 2005, e duas com Ferrari, 2007 e 2009.

 

"A GP3 se mostrou uma boa escola, especialmente quanto ao comportamento dos pneus, como hoje na Fórmula 1", disse Raikkonen. A Pirelli produz pneus para as três competições: Fórmula 1, GP2 e GP3. A maior parte dos calendários dessas categorias de formação coincide com os Gps da Fórmula 1. Os pneus apresentam maior degradação também na GP3 e GP2, a fim de que quando os pilotos chegam à Fórmula 1 já tenham boa base de como explorá-los, sem comprometer ainda mais sua breve vida útil.

 

O engenheiro chefe da GP3, o francês Didier Perrin, acompanhou de perto o teste de Raikkonen. "Kimi nos deu boas indicações sobre qual caminho seguir para modificarmos o carro para que em 2014 os pilotos tenham menos dificuldades para ultrapassar." A exemplo da Fórmula 1, o piloto que está atrás não pode seguir o adversário colocado à frente nas curvas porque a perda de pressão aerodinâmica é grande, fazendo a frente do carro derrapar, gerando desgaste ainda maior dos pneus. É isso o que o grupo de Perrin precisa modificar em 2014.

 

Os pilotos da GP3 voltam à pista, agora, sexta-feira, dia 23, para os primeiros treinos livres do GP da Bélgica, logo depois da sessão livre da tarde da Fórmula 1 e da GP2, no circuito de Spa-Francorchamps. Não há brasileiros na GP3. E na GP2 o País conta apenas com Felipe Nasr, da Carlin, vice-líder, com 129 pontos, enquanto o primeiro na classificação, o monegasco Stefano Coletti, da Rapax, soma depois de sete etapas, 14 corridas, 135 pontos.

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