Valdrin Xhemaj/EFE
Valdrin Xhemaj/EFE

Raikkonen pode até nem disputar o GP de Abu Dabi

Relação com a Lotus ficou ainda mais tensa depois de o finlandês quase provocar um acidente com Grosjean

Livio Oricchio, O Estado de S. Paulo

31 de outubro de 2013 | 16h47

SÃO PAULO - É até possível que Kimi Raikkonen chegue nesta quinta-feira em Abu Dabi e se apresente nesta sexta para disputar a 17.ª etapa do campeonato da Fórmula 1, no circuito Yas Marina. Mas de acordo com fontes da revista inglesa Autosport, as relações entre o piloto finlandês e a direção da Lotus estão bastante tensas, a ponto de ser possível o piloto finlandês não participar da corrida.

 

A animosidade entre Raikkonen e Eric Boullier, diretor da Lotus, e Gerhard Lopez, proprietário do time, começou quando o campeão do mundo de 2007 justificou sua transferência para a Ferrari com o fato de não receber por seu trabalho. O contrato com a Lotus prevê um salário básico e 50 mil euros (R$ 155 mil) por ponto conquistado, o que lhe daria, hoje, 9 milhões e 150 mil euros (R$ 29 milhões). Não pagos.

 

Boullier disse que essas questões não deveriam vir a público. "Demos todas as condições para Kimi. E foi por isso também que essa sua volta à Fórmula 1 tem sido um sucesso. Não esperava que expusesse tudo isso porque provavelmente ninguém o trataria como nós fazemos", disse o francês. Raikkonen tem total liberdade na Lotus.

 

"No ano passado ocorreu algo semelhante. E nós honramos todos os compromissos com Kimi. Neste ano não será diferente", lembrou Lopez.

 

A crise ganhou dimensão quase fora de controle no último fim de semana, na Índia. Com os pneus já bem desgastados por causa da estratégia de um único pit stop, Raikkonen se arrastava na pista, no quarto final da corrida no circuito Buddh, quando Romain Grosjean, com um desempenho notável, pois largara em 17.º, se aproximou para ultrapassá-lo a fim de assumir a terceira colocação.

 

Alan Permane, diretor de operações da Lotus, soltou um palavrão no rádio mandando Raikkonen não endurecer a luta. Os dois pilotos quase se tocaram. E Boullier disse depois da bandeirada que cobraria o finlandês.

 

A ausência de Raikkonen no paddock do circuito Yas Marina nesta quinta-feira é o resultado de todos esses episódios desgastantes na relação da Lotus com o piloto que, no ano passado, relançou a escuderia como postulante ao título. A Lotus é a antiga Renault que por sua vez era a ex-Benetton.

Tudo o que sabemos sobre:
VelocidadeFórmula 1

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.