Raikkonen vence o GP da Hungria de F-1

Não se sabe, ainda, se Kimi Raikkonen recorreu a alguma superstição, mas o fato é que, hoje no GP da Hungria, sua McLaren milagrosamente não lhe deixou na mão, a exemplo de várias vezes este ano. Como é bem talentoso e o carro muito rápido, não deu outra: venceu a 13.ª etapa do campeonato, no circuito Hungaroring, sob 35 graus. Michael Schumacher, com a Ferrari de volta ao pódio, foi 2.º e seu irmão, Ralf, Toyota, 3.º. Melhor ainda para Raikkonen, hoje - também não está claro se decorrente de alguma bruxaria -, Fernando Alonso, da Renault, levou uma batida na largada e não foi além da 11.ª colocação. O Mundial está reaberto. Raikkonen diminuiu de 36 para 26 pontos (87 a 61) a diferença que o separa do espanhol, restando 6 provas para o encerramento da temporada. "Não poderia desejar um presente melhor de primeiro ano de casamento", disse o finlandês, rindo, para espanto de muitos. O piloto da McLaren não sorri quase nunca. A bela Jenni Dahlman, ex-miss Escandinávia, a esposa, o aguardava ansiosamente no motorhome da McLaren. Apesar de pouco tempo juntos, o casal já viveu uma crise conjugal, o que levou Raikkonen a alguns porres e o envolvimento em escândalos em casas noturnas. "É uma grande maneira, também, de iniciar as férias", disse o finlandês. O próximo GP é o da Turquia, dia 21, e nessas 3 semanas, a não ser a Ferrari, ninguém irá treinar. "Temos tempo, agora, para melhorar a resistência do carro e, na fase das pistas mais rápidas do calendário, a seguir, sermos ainda mais competitivos." O campeonato está aberto? "Sim, nossa situação é bem melhor que antes de virmos aqui para Budapeste." O pai e a mãe do piloto estavam, hoje, no autódromo, mas Raikkonen não quis relacionar a conquista a sua presença (risos de novo do piloto, para se ter uma idéia da sua felicidade). Michael Schumacher disputou, depois da etapa de Ímola, o melhor GP da Ferrari este ano. Liderou a competição praticamente até o seu 2.º pit stop (36.ª volta) de um total de 3. "Quando vi que Kimi daria pelo menos mais uma volta que eu para fazer a parada compreendi que a corrida estava perdida", comentou o alemão. Na manobra de pit stop Raikkonen assumiu o 1.º lugar e lhe impôs quase dois segundos por volta. "Minha única chance era ele parar antes. Como aqui ultrapassar é quase impossível, acho que poderia vencer." O mais importante para Schumacher foi o fato de a Bridgestone ter desenvolvido um tipo de pneu que lhe permitiu ser muito rápido na classificação, largou na pole, e bom ritmo de corrida. Ao menos até a metade dela. "Depois minha velocidade não era mais a mesma", reconheceu. Seu companheiro de Ferrari, Rubens Barrichello, envolveu-se num acidente na largada, obrigando-o a parar nos boxes para substituir o aerofólio dianteiro. Terminou em 10.º. "Acredito que o Jarno Trulli desviou para a direita, onde eu estava, para evitar de ser atingido num eventual choque entre o Ralf e Alonso, do lado", explicou Rubinho. "Freei forte mas não teve como não tocar o bico na traseira da Toyota." Elogiou o avanço dos novos pneus. "Fomos muito bem na classificação e até dois terços da corrida, temos de confirmar, mas parece que esses novos pneus são bem mais eficientes que os anteriores." Felipe Massa, da Sauber, largou em 14.º, mas ao final da 1.ª volta era 10.º. Problemas elétricos o levaram a parar no boxes com princípio de incêndio, na 43.ª volta. "Eu corri de acordo com o regulamento de 2006, ou seja, meu motor passou a funcionar com apenas 8 cilindros em vez dos 10", disse. "Uma bobina esquentou tanto que levou a fiação à combustão. "Quase desmaiei, de tanta fumaça que havia." O companheiro, Jacques Villeneuve, experimentou a mesma pane. Massa, se não assinou contrato ainda com a Ferrari, como muitos garantem, viverá uma semana de intensas emoções, já que seu futuro profissional estará sendo decidido.Veja como ficou a classificação do GP da Hungria de F-1: 1º - Kimi Raikkonen (FIN/McLaren) - 1h37min25s552 2º - Michael Schumacher (ALE/Ferrari) - a 35s581 3º - Ralf Schumacher (ALE/Toyota) - 36s129 4º - Jarno Trulli (ITA/Toyota) - 54s221 5º - Jenson Button (GBR/BAR) - a 58s832 6º - Nick Heidfeld (ALE/Williams) - a 1min08s375 7º - Mark Webber (AUS/Williams) - a 1 volta 8º - Takuma Sato (JAP/BAR) - a 1 volta 9º - Giancarlo Fisichella (ITA/Renault) - a 1 volta 10º - Rubens Barrichello (BRA/Ferrari) - a 1 volta 11º - Fernando Alonso (ESP/Renault) - a 1 volta 12º - Narain Karthikeyan (IND/Jordan) - a 3 voltas 13º - Tiago Monteiro (POR/Jordan) - a 4 voltas 14º - Felipe Massa (BRA/Sauber) - a 7 voltasNão completaram a prova: Christijan Albers (HOL/Minardi) - na 59ª volta (abandono) Jacques Villeneuve (CAN/Sauber) - 56ª volta (abandono) Juan Pablo Montoya (COL/McLaren) - na 41ª volta (abandono) Robert Doornbos (HOL/Minardi) - na 26ª volta (abandono) Christian Klien (AUT/Red Bull) - na 1ª volta (acidente) David Coulthard (GBR/Red Bull) - na 1ª volta (acidente)

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