Ralf: ?o que vale mesmo é a corrida?

Pelo terceiro GP consecutivo, Michael Schumacher, da Ferrari, e Ralf Schumacher, Williams, largarão na primeira fila. A diferença desta vez é que hoje, no circuito de Magny-Cours, na França, Ralf é quem conquistou a pole position. Michael larga em segundo, com uma marca apenas 10 milésimos de segundo pior que a do irmão. "A nossa mãe determinou que agora eu fosse o primeiro", disse Ralf brincando, depois de estabelecer sua primeira pole da carreira no dia que completou 26 anos de idade. David Coulthard, da McLaren, ficou em terceiro e Rubens Barrichello, Ferrari, oitavo. Michael comemorou a pole de Ralf mais do que o piloto da Williams. Os dois se abraçaram longamente diante da imprensa. O estilo Ralf não demorou a surgir: "Pole position, ok, mas o dia acabou", disse. "O que vale mesmo é a corrida, amanhã." Ao lado de Coulthard e Michael, Ralf respondeu que depois de Michael ter completado suas 12 voltas a que tem direito todo piloto na classificação, cerca de 10 minutos antes do fim, sabia que a pole estava garantida. "Desculpe David, vocês foram tão gentis comigo hoje, mas não acreditava que a McLaren nos venceria", falou Ralf. Coulthard e Mika Hakkinen, quarto no grid, tinham ainda uma volta lançada cada um. Curiosamente, o desempenho da Williams no treino da manhã, hoje, como o próprio Ralf destacou, não sugeria que fosse possível obter a pole. Ele ficou em segundo, a 224 milésimos de Michael, o mais rápido. "Foi um belo presente de aniversário." O GP da França é o de número 76 na sua carreira, que começou no GP da Austrália de 1997, pela Jordan. Ele está na Williams desde 1999. "O mais importante é que temos boa referências de como acertar o carro para as 67 voltas da prova, amanhã." A maioria das equipes treinou em Magny-Cours há cerca de um mês. "Nós tínhamos naqueles dias condições bem semelhantes às de hoje, quando também fazia bastante calor", explicou Ralf. Hoje a temperatura na hora da classificação era de 30 graus. Ao menos nos testes os carros equipados com pneus Michelin demonstraram poder enfrentar melhor as duras exigências da corrida. A Bridgestone, marca que fornece pneus para a Ferrari e a McLaren, levou para Magny-Cours um novo pneu, mais duro que o usado no teste, a fim de suportar às exigências do GP da França, até agora o mais desgastante para os pneus. Como reagirá Michael se, desta vez, Ralf o prensar contra o muro, depois da largada, a exemplo do seu comportamento com o irmão em Nurburgring, domingo? A pergunta veio dos jornalistas alemães. "Se ele me fechar, como muitos já fizeram comigo e eu com outros, acho que vou me sentir como ele se sentiu depois do que fiz na última corrida", disse Michael. "Irritado." Segundo o piloto da Ferrari isso faz parte das corridas. "E se for como eu agi, estará dentro das regras." Apesar da terceira colocação, Coulthard lembrou que a sua diferença para os pilotos da Williams e da Ferrari, em classificação, nesta temporada, foi uma das menores, 197 milésimos para Ralf e 187 milésimos para Michael. "Se considerarmos que nas tomadas para o grid nós estávamos bem para trás, o resultado é encorajante." O escocês comentou ainda que a McLaren costuma apresentar melhor rendimento durante as corridas. "Se largar bem podemos pensar em conseguir um bom resultado." Ele é o vice-líder do campeonato, com 44 pontos, diante de 68 de Michael. Hakkinen foi de novo mais lento que Coulthard, 82 milésimos, enquanto Juan Pablo Montoya, companheiro de Ralf, não foi além do sexto lugar, com uma marca 636 milésimos pior que a do alemão: enorme para os padrões da Fórmula 1. Como vem acontecendo nas classificações, Jarno Trulli, da Jordan, fez um bom trabalho ao ficar em quinto. O GP da França começa às 9 horas (horário de Brasília) e a TV Globo transmite a décima etapa do Mundial ao vivo.

Agencia Estado,

30 de junho de 2001 | 11h04

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