Rali dos Sertões reforça estrutura

A décima edição do Rali dos Sertões vai atravessar o centro e o nordeste do Brasil com uma estrutura digna do Paris/Dakar ou da Fórmula 1. Motorhomes cuidarão do conforto dos pilotos e demais integrantes das equipes e a segurança dos competidores e habitantes da região estará garantida por uma frota de 70 veículos com 106 fiscais, um avião e um helicóptero.A preocupação é a interdição precisa de cruzamentos, vias secundárias e entradas de propriedades. Esta pode ser a última vez que o Rali dos Sertões percorre o nordeste. O plano dos organizadores, a partir de 2003, é levá-lo para a Amazônia. A primeira etapa da competição será disputada dia 25 de julho entre Goiânia e Pirenópolis, em Goiás. O rali percorrerá ainda os estados de Minas Gerais, Bahia, Piauí e Ceará.A troca da cidade de Ibotirama por Bom Jesus da Lapa, ambas na Bahia, decidida na semana passada, aumentou o percurso do rali de 3.700 para 4.400 quilômetros. Mas manteve a data prevista para o encerramento: 2 de agosto. A organização do rali propôs a mudança da cidade porque Bom Jesus da Lapa possui mais estrutura, contando inclusive com um pequeno aeroporto. A alteração já comunicada oficialmente ao português Jaime Santos, da Federação Internacional de Automobilismo, que será o diretor da prova. Adilson Kilka, da Confederação Brasileira de Motociclismo, dirigirá a competição de motos.Organização - Simone Palladino, diretora comercial da Dunas Race, responsável pela organização do Rali dos Sertões, fechou as inscrições com o número recorde de 177 veículos, incluindo os 32 da classe Expedition (passeio). Ao todo, cerca de 1.100 pessoas estarão envolvidas com a prova. No ano passado foram 930. A maior participação anterior pertencia à prova de 2000, com 169 inscritos. Para Simone, o rali chegou ao limite máximo de participantes. "Para aumentar só com provas especiais mais longas e locais com população menor. Esta é uma das razões para transferir a prova para a Amazônia", justifica a dirigente.O Rali dos Sertões foi o evento esportivo brasileiro que mais se valorizou em seis anos. Em 1996, a quota de patrocínio era de R$ 50 mil; hoje, ela custa cerca de R$ 500 mil. Os patrocinadores oficiais da competição, em 2002, são o Banco Real Ipiranga e o Governo de Goiás.A participação dos organizadores e equipes em atividades sociais aumentou na mesma proporção. O Banco Real recolheu 55 toneladas de alimentos que serão distribuídos ao longo do percurso. Ao mesmo tempo, em cada uma das sedes, haverá o atendimento médico e dentário das populações carentes e distribuição de remédios. O grupo ambientalista Canastras seguirá o rali, recolhendo todo o lixo deixado no caminho. Ele será levado até Fortaleza e entregue para usinas de reciclagem. "Não queremos ficar apenas na competição. Nunca pensamos nisso. Acho que, através do rali, é possível desenvolver várias atividades paralelas como esta", diz Simone.A competição será a mais acirrada desde que a prova com carros e caminhões, em 96. Entre os carros, a Mitsubishi já ganhou quatro edições e competirá sob o comando de Wilsinho Fittipaldi para o pentacampeonato. A General Motors venceu nos últimos dois anos e luta pelo tricampeonato. A terceira força é a cearense Troller, campeã mundial de offroad em 2001, dirigida agora por Fábio Greco.Entre os pilotos, André Azevedo é o único que pode conquistar o tetracampeonato. Ele venceu duas provas como navegador de Klever Kolberg e uma terceira, com um caminhão. Outros pilotos que já marcaram presença no Rali dos Sertões foram Juca Bala (moto), Jean Azevedo (moto), Klever Kolberg (carro) e Edio Fuchter (carro), todos bicampeões.Cobertura - O X Rali dos Sertões poderá ser acompanhado pela Internet no site www.rallydossertoes.com.br. O Portal www.estadao.com.br terá um link direto com o da organização. Além do apoio dos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde e Agência Estado, a competição será acompanhada diretamente pela Eldorado FM, a rádio oficial do rali.

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