Bernat Amangue/AP Photo
Bernat Amangue/AP Photo

Após acidente no Rally Dakar, holandês Edwin Straver morre aos 48 anos

Piloto estava internado havia uma semana e não resistiu aos ferimentos depois de queda na moto

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2020 | 10h08

O Rally Dakar, que teve em 2020 sua primeira edição na Arábia Saudita, terminou há uma semana. Nesta sexta-feira, no entanto, a competição registrou mais uma morte. O holandês Edwin Straver, de 48 anos, não resistiu ao grave acidente de moto sofrido na 11.ª e penúltima etapa, no último dia 16, e, passados oito dias de internação, o piloto morreu em um hospital da capital Riad.

A informação da morte foi confirmada pela família de Straver. Seu quadro de saúde era grave desde o começo - o piloto chegou ao hospital em estado crítico, tendo passado 10 minutos em parada cardíaca e reanimado pela equipe médica do Rally Dakar. Os graves danos cerebrais, entretanto, "deixaram claro que ele seguiria inconsciente", informou a família em comunicado. Dessa forma, foi tomada a decisão conjunta de desligar as máquinas de respiração artificial, levando o piloto ao óbito.

No dia do acidente, Starver foi imediatamente assistido pelo piloto português Mário Patrão, que chamou a assistência médica do rali. "Estava indo no meu ritmo e no quilômetro 120, enquanto estava tentando encontrar um 'waypoint' (ponto de passagem obrigatória), vi um piloto caído, chamei de imediato a equipe médica e prestei os primeiros auxílios até sua chegada. Senti a pulsação no seu pescoço assim que me aproximei, mas, de repente, deixei de sentir", contou o piloto na ocasião.

Straver participava do Rally Dakar pela terceira vez, sempre nas motos. Ele é o segundo piloto morto nesta edição da competição. O primeiro foi o português Paulo Gonçalves, que não resistiu a ferimentos sofridos também em um acidente de moto no último dia 12.

O holandês é o 30.º competidor morto desde a primeira edição do rali, em 1979. Curiosamente, o criador da competição, Thierry Sabine, foi uma das vítimas da prova, mas não por estar competindo e sim em uma queda de helicóptero durante uma tempestade de areia no deserto do Saara, em 1986. Até hoje, somando competidores, espectadores e membros de apoio, 75 pessoas morreram no Dakar.

A categoria de motos é disparada a com maior número de fatalidades na história do Dakar, com 31 óbitos. Antes da edição 2020, o último acidente fatal na competição havia acontecido em 2015 com o polonês Michal Hernik, na Argentina.

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