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Reginaldo Leme
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Recomendação ou regra?

De Monza para Campo Grande. Os pneus são tema prioritário na Fórmula 1 e também na Stock Car. Com a diferença de que na F-1 o que era recomendação da Pirelli em relação à pressão mínima virou regra. Já na Stock Car cada equipe segue a sua receita, embora todas tenham sido um pouco mais conservadoras diante do risco que o exigente asfalto de Cascavel representava na corrida passada. 

Reginaldo Leme, O Estado de S. Paulo

12 de setembro de 2015 | 03h00

Em Campo Grande a situação é pior. A Stock não corre nessa pista desde 2011, e o piso não passou por uma reforma como a da pista paranaense. No começo da semana desembarquei no Brasil junto com Jonathan Wells, o engenheiro chefe da Pirelli para o automobilismo brasileiro e FIA GT na Europa. Tudo o que até então ele tinha ouvido sobre a pista de Campo Grande o deixava bastante preocupado, mas logo que teve o primeiro contato com a pista percebeu que o cenário não era tão catastrófico. 

A prefeitura de Campo Grande fez um grande esforço para recolocar a cidade no mapa da Stock Car em substituição a Brasília, que prometeu entregar o autódromo reformado até a data da corrida, mas não cumpriu. Só que a cidade teve pouco tempo para projetar um recapeamento da pista, então tudo está como em 2011. Vai ser mais um desafio a ser enfrentado pelos pilotos, na torcida para que um pneu furado não os tirem da briga pelo campeonato. O que pode ajudar é que o calor não é tão forte quanto o da corrida passada. Ontem até choveu, e a possibilidade de uma corrida com pista molhada seria um alívio para pilotos, engenheiros e a Pirelli.

O campeonato está bem equilibrado do segundo ao décimo lugar. Na liderança há uma folga um pouco maior de Marcos Gomes que, além de vencer duas vezes, foi o piloto que mais vezes chegou ao pódio (cinco vezes) e pontuou em todas as 14 corridas. 

Mas não tem nada decidido. Ele tem uma vantagem de 31 pontos e em cada etapa estão em jogo 39 (a vitória vale 24 na corrida mais longa e 15 na curta). Faltam quatro etapas: três rodadas duplas e a final em Interlagos, em corrida única, mas com pontuação dobrada. Tem muito ponto em jogo. Mas ainda tem de se levar em conta o retrospecto excepcional de Marcos Gomes em Campo Grande – quatro pódios nas últimas cinco participações.

O sistema atual de rodada dupla tem levado os pilotos a preferir uma estratégia de marcar pontos nas duas corridas. Com a regra do grid invertido, os dez primeiros colocados na corrida 1 invertem as posições de chegada para a formação do grid da corrida 2. 

Na terceira etapa do ano, em Velopark, ao vencer a primeira e fazer um quarto lugar na segunda, Daniel Serra estabeleceu a maior pontuação até então – 35 pontos. Na etapa passada Valdeno Brito quebrou esse recorde tornando-se o primeiro a vencer a corrida longa e subir ao pódio na outra, com um segundo lugar. Isso lhe rendeu 37 pontos, um resultado excepcional que só será batido se um piloto vencer as duas, o que, numa categoria em que 15 a 20 pilotos disputam a vitória, é praticamente impossível. 

Seria muito bom para o fã da Fórmula 1 que esse equilíbrio existisse também no Mundial. Mas, com a vitória em Monza (a sétima em 12 provas no ano) e, ainda ajudado pelo abandono de Rosberg, Hamilton, agora o novo loiro da praça, continua destoando e está cada vez mais perto de botar as duas mãos na taça. Em Cingapura, no domingo que vem, ele pode igualar as 41 vitórias de Ayrton Senna.

BRASILEIROS NO EXTERIOR

Augusto Farfus Junior corre de DTM no circuito de Oschersleben, onde já venceu em 2013, ano em que foi vice-campeão da categoria, além de ter pontuado todas as vezes em que correu no circuito alemão. No Mundial de Kart da semana que vem em La Conca, Itália, o Brasil terá na classe KF Junior um grid digno da tradição do kartismo nacional. 

Além de Caio Collet, de 13 anos, já reconhecido como um grande talento e citado entre os favoritos para a conquistas do campeonato, o País terá o mais jovem representante da história, que é Gianluca Petecof, com 12 anos, piloto da Academia Shell criada este ano.

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