Recorde de audiência no GP da Áustria

A torcida esbravejou, xingou e está incrédula até agora. Por outro lado, nunca como no GP da Áustria, neste ano, tanta gente assistiu a uma corrida de Fórmula 1 pela TV Globo. Segundo dados divulgados pela própria emissora, a prova de Spielberg teve mais audiência que o GP do Brasil, disputado em Interlagos, e transmitido à tarde, horário em que naturalmente mais pessoas acompanham a programação televisiva. Em média, o GP em que Rubens Barrichello foi obrigado a dar passagem para Michael Schumacher vencer teve 26 pontos, o que significa que nada menos de 4 milhões e 212 mil telespectadores, só na Grande São Paulo, acompanharam a competição. Isso tudo às 9 horas, horário menos favorável a índices expressivos de audiência. A etapa de São Paulo do Mundial, dia 31 de março, teve média de 24 pontos. A pergunta que ficou no ar é: as próximas provas do campeonato despertarão maior ou menor interesse na população, em razão da perda de credibilidade do evento? A Globo se preocupa com o fato. Quando comercializa suas cinco cotas de patrocínio, uma faixa mínima de audiência é garantida. Se não for cumprida, os anunciantes são compensados com mais inserções da marca ou mesmo maior exposição em horários nobres. Depois de tanta propaganda com tudo o que ocorreu no circuito A1-Ring, em Spielberg, contudo, o mais provável é que ainda mais pessoas se interessem em conhecer o capítulo seguinte da novela escrita pelo diretor esportivo da Ferrari, Jean Todt. Os números de audiência de outras etapas do Mundial, este ano, sugerem que Todt tem chances de estrear como novelista em grande estilo, tal qual a sua decisão, domingo, ao assumir a responsabilidade pela novela das 8: o GP da Espanha, dia 28 de abril, teve 19 pontos, enquanto o GP de San Marino, dia 14, 21 pontos.

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