Aly Song/Reuters
Aly Song/Reuters

Red Bull e Lotus lutam por Kimi Raikkonen em 2014

Piloto finlandês é alvo da escuderia campeã, que perderá Mark Webber, e da sua atual equipe, em busca de mais dinheiro

LIVIO ORICCHIO - Enviado Especial, O Estado de S. Paulo

29 de junho de 2013 | 07h49

SILVERSTONE - Foi só Mark Webber oficializar sua saída da Red Bull no fim do ano para que a Fórmula 1 passasse a assistir a uma luta feroz entre o inglês Christian Horner, diretor da equipe tricampeã do mundo, e o francês Eric Boullier, diretor da Lotus. A razão é simples: Kimi Raikkonen. Os dois times querem ter o piloto finlandês em 2014.

 

No circuito de Silverstone, onde neste sábado será definido o grid do GP da Grã-Bretanha, a partir das 9 horas de Brasília, os dois diretores começaram a expor de forma pública as vantagens de cada escuderia. "Acredito que o equipamento a sua disposição será o fator que vai levá-lo a decidir. Ele vai desejar pilotar um carro competitivo, estar no ambiente mais capaz", argumentou Horner.

 

Os três títulos de pilotos conquistados por Sebastian Vettel e os três de construtores representam o melhor cartão de visitas para Horner oferecer a Raikkonen. Até para não desestimular os pilotos da Toro Rosso, Daniel Ricciardo e Jean Eric Vergne, Horner lembrou que eles estão na lista com Raikkonen.

 

Helmut Marko, conselheiro com força de diretor da Red Bull, afirmou: "Se não for assim, qual o sentido de manter uma segunda equipe?" A Toro Rosso pertence à Red Bull e foi criada para formar profissionais para a escuderia principal. "Mecânicos, engenheiros, pilotos", disse, ao Estado, Marko.

 

Boullier, com quem Raikkonen já trabalha desde o início de 2012, recorreu às liberdades que o finlandês dispõe na Lotus. "Kimi destacou essa liberdade várias vezes. Como todo piloto, ele deseja ver seu time crescer a cada ano e nós esperamos vencer a escuderia de Christian (Horner) o mais rápido possível." Boullier falou mais: "Fazer parte de uma organização que cresce ao seu redor é uma das melhores sensações para um piloto."

 

Vai pesar na decisão de Raikkonen, claro, o valor do contrato. A Red Bull tem lastro financeiro forte. E a Lotus conta agora com um sócio, Infinity Racing, de capital dos Emirados Árabes Unidos, que, se confirmar dispor dos recursos existentes, vai ser muito útil para a organização crescer e pagar um alto salário para o finlandês.

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