Red Bull encerra 'novela' e confirma acerto para ter motor na F1 em 2016

Após meses de especulações e rumores, a Red Bull enfim confirmou que terá motor para disputar a temporada 2016 da Fórmula 1. Nesta sexta-feira, o chefe da equipe austríaca, Christian Horner, revelou que assinou contrato com uma fornecedora de motores para o próximo campeonato. No entanto, não informou o nome da empresa.

Estadão Conteúdo

27 Novembro 2015 | 17h49

"Temos um acordo para receber os motores no próximo ano. Espero que este acerto seja confirmado nos próximos dias", declarou Horner, garantindo a presença da Red Bull no grid de 2016. "Estamos no campeonato do próximo ano, assinamos um contrato para ter um motor. Mas não podemos dizer qual é este acordo neste momento."

Ao anunciar o acordo para ter um motor em 2016, a Red Bull encerra uma "novela" que já durava meses. No auge dos rumores, dirigentes chegaram a sugerir que a equipe deixaria a F1 por falta de fornecedor, numa tentativa de pressionar a organização da categoria. Naquele momento, a Red Bull queria a ajuda de Bernie Ecclestone, o chefão da F1, para alcançar um acordo com a Ferrari, Mercedes ou Honda.

Nenhuma das três fornecedoras se inclinou a fechar um acordo com a Red Bull. Ferrari e Mercedes temiam ajudar um rival poderoso na briga pelo título do Mundial de Construtores e de Pilotos. A Honda alegou que tinha acordo de exclusividade com a McLaren. Fornecedores que não atuavam na F1 também foram alvos de rumores.

O mais provável é que a Red Bull tenham chegado a um acordo para renovar seu vínculo com a Renault, a quem criticou ao longo de toda a temporada, em razão do fraco rendimento do motor deste ano. As reclamações públicas azedaram a relação e a Red Bull praticamente descartou permanecer com a Renault para 2016.

Nas últimas semanas, porém, a equipe se reaproximou da fabricante francesa, após ver fracassada as negociações com Mercedes e Ferrari. "Será um motor que vai ser aperfeiçoado ao longo do ano. Então, será um duro início de campeonato para nós. Mas estamos confiantes de que vamos fazer progresso", projetou o dirigente.

Depois de confirmar o acerto, Horner admitiu que a Red Bull esteve perto de deixar a F1. "Não é segredo que durante o verão [europeu] Dietrich Mateschitz ficou decepcionado com a F1, com a direção em que as coisas estavam indo. Mas conversamos e ele decidiu que tinha muito em jogo. A Red Bull investiu muito no esporte", disse Horner, referindo-se ao cofundador da fabricante de energéticos e dono da equipe de F1.

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