KAMRAN JEBREILI/ AFP
KAMRAN JEBREILI/ AFP

Chefe da Red Bull diz que 'há muito que imprensa não sabe' em briga com Mercedes

Christian Horner lembrou que as duas brigaram desde o começo quanto às possibilidades abertas pela regra da mudança de assoalho

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2022 | 11h42

A batalha entre Red Bull e Mercedes, tanto dentro como fora das pistas, parece ter sido muito evidente ao longo de toda a temporada 2021 da Fórmula 1. Mas, segundo Christian Horner, chefe da equipe austríaca, o duelo com os alemães e o título conquistado pelo holandês Max Verstappen escondem o grande esforço para chegaram a tanto. "Há muito entre o céu e a terra da disputa entre as duas forças que não se sabe", garantiu.

Horner lembrou que, além da batalha apertada nas pistas, Red Bull e Mercedes brigaram desde o começo quanto às possibilidades abertas pela regra da mudança de assoalho, feita pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA, na sigla em francês) para 2021. Além disso, a equipe austríaca criou a própria divisão para construir motores com tecnologia da Honda e tirou profissionais da rival.

"Foi um ano intensamente competitivo na pista e fora dela. Começamos a fazer os motores na Inglaterra e tivemos muitos talentos vindos da Mercedes. Houve muito lobby, sobretudo no começo do ano. Inicialmente sobre as regras e legalidade das regras que mudaram em 2021", disse Horner em entrevista ao site inglês RacingNews365. "E há muita coisa que a imprensa não sabe. E foi intenso. Foi bastante duro".

Segundo o chefe da Red Bull, a briga foi uma enorme surpresa. No fim de 2020, o time austríaco teria dado um braço para conseguir a chance de novo título. "Aprendi que tudo é possível. Se alguém me falasse no fim de 2021 que, em Abu Dabi, após 21 corridas, estaríamos com a mesma pontuação no Mundial de Pilotos e com chances entre os Construtores, após a Mercedes ter dominado em 2020 com o carro mais dominante que eles já fizeram, eu honestamente não acho que acreditaria. O que mostra que com as pessoas certas ao seu redor e entregando o máximo, dá para atingir grandes coisas", falou.

"Temos muito a agradecer à Honda e ficamos tristes em nos despedir: tiveram um papel central no que aconteceu em 2021. Sempre aprendemos durante a vida, mas acho que esse ano foi fenomenal para equipe, parceiros e pilotos", finalizou Horner.

A Fórmula 1 inicia a temporada 2022 no próximo mês de março com o GP do Bahrein, no circuito de Sakhir, entre os dias 18 e 20. Serão 23 etapas até novembro.

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