Diego Azubel/EFE
Diego Azubel/EFE

Renault admite deixar a Fórmula 1 ou até mesmo comprar uma equipe

Empresa é responsável por motores da Red Bull e da Toro Rosso

Estadão Conteúdo

27 Março 2015 | 13h40

O futuro da Renault na Fórmula 1 é completamente incerto. A empresa francesa, responsável por fornecer motores para a Red Bull e a Toro Rosso, contempla a possibilidade de abandonar a principal categoria do automobilismo, mas também não rejeita a alternativa de adquirir uma equipe.

A preocupação com um possível dano à reputação em razão dos problemas neste início de temporada poderia levar a Renault a deixar a Fórmula 1, admitiu o diretor executivo Cyril Abiteboul. "Se a Fórmula 1 é tão ruim para a reputação da Renault, se vemos que vamos seguir tendo problemas com a fórmula atual, se a Fórmula 1 não gera o que custa para a Renault... Essas são coisas que estamos analisando", disse.

O dirigente, porém, também não rejeitou a possibilidade da Renault adquirir uma equipe e voltar a competir na Fórmula 1. "Teremos que analisar essa possibilidade de um ponto de vista mercadológico e estratégico", explicou.

A Renault ganhou os campeonatos mundiais de 2005 e 2006 com o espanhol Fernando Alonso como piloto, mas se retirou do esporte após receber uma grande multa por manipular o GP de Cingapura de 2008.

O chefe da Toro Rosso, Franz Tost, indicou que a equipe italiana escutaria uma oferta de compra por parte da Renault. "Esta seria uma oportunidade fantástica para que a Toro Rosso dê um passo à frente", afirmou. "Ser parte de um fabricante, trabalhar junto a um fabricante, e ser propriedade de um fabricante seria exatamente o que precisa a equipe".

Se a Renault abandonar a Fórmula 1 ou se tornar um competidor, a Red Bull poderia ficar em condição difícil. Christian Horner, o chefe da equipe austríaca, indicou que uma mudança poderia provocar a saída da Red Bull da Fórmula 1, se não fosse encontrado outro fabricante de motor.

"Parece que Franz quer vender sua equipe a Cyril, e então vamos precisar de um fabricante de motores", disse Horner. "Se nos encontrarmos em uma situação em que não temos um fabricante de motores, poderíamos nos vermos obrigados a abandonar o esporte".

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