Renault diz que suspensão de uma corrida é exagerada e injusta

Uma suspensão de uma corrida que impediria o espanhol Fernando Alonso de correr em casa no Grande Prêmio da Europa, neste fim de semana, em Valencia, é "excessiva e injusta", disse a equipe Renault nesta segunda-feira.

REUTERS

17 de agosto de 2009 | 12h28

O advogado da Renault, Ali Malek, afirmou a quatro juízes numa audiência da corte de apelação da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), em Paris, que a sanção contra a escuderia francesa não deveria ter sido aplicada.

"Esse caso não merece mais que uma repreensão", acrescentou Malek, dizendo ainda que tal penalidade deveria ser reservada a ofensas graves, como fraudes e má conduta intencional.

"Houve alguma má conduta intencional da Renault? Não houve nada de forma alguma", disse ele.

O veredicto da apelação deve ser divulgado ainda na segunda-feira ou na terça-feira.

Os organizadores da F1 impuseram a suspensão à equipe após uma roda do carro do bicampeão mundial Alonso ter se soltado durante o Grande Prêmio da Hungria do mês passado.

O incidente aconteceu um dia após o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, ter sofrido um grave acidente após ter sido atingido na cabeça por uma peça que se soltou do carro do compatriota Rubens Barrichello, da Brawn GP.

Alguns dias antes, o piloto britânico da Fórmula 2 Henry Surtees morreu ao ser atingido na cabeça justamente por uma roda que se soltou de outro carro durante corrida em Brands Hatch, na Inglaterra.

(Por Bertrand Boucey)

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