Renault exibe novo motor turbo V6 para F1 de 2014

A Renault exibiu nesta sexta-feira, durante evento realizado em Paris, imagens e detalhes do motor turbo que irá disponibilizar para a temporada 2014 da Fórmula 1, que a partir do próximo ano contará com um novo regulamento.

AE, Agência Estado

21 de junho de 2013 | 12h30

A fabricante francesa, que seguirá fornecendo motores para a tricampeã Red Bull na próxima temporada, também irá substituir a Ferrari como fornecedor de propulsores da Toro Rosso. Para completar, a empresa também abastece atualmente os carros de Lotus e Caterham, mas estas duas escuderias ainda não confirmaram os seus planos em relação a motores para o próximo ano.

Em 2014, os atuais V8 de 2,4 litros serão substituídos pelos propulsores turbo V6 1.6. O novo exibido pela Renault ganhou o nome de Energy F1-2014, em alusão ao fato de que no próximo ano os sistemas de recuperação de energia (ERS, na sigla em inglês) ganharão maior importância dentro das condições estabelecidas pelo regulamento que será colocado em prática na F1.

Os futuros motores da F1, considerados mais ecológicos do que os atuais, prometem também ser bem menos ruidosos do que os atuais, mas irão aproveitar melhor a capacidade de recuperar energia por meio da utilização dos freios e dos escapamentos.

O fato de os novos motores serem menos barulhentos chegou a gerar críticas de Bernie Ecclestone, chefe da F1, que acredita que os propulsores sejam muito silenciosos pelo significado que o ruído dos usados hoje representante para o espetáculo da categoria.

Entretanto, o engenheiro-chefe da Renault, Rob White, afirmou nesta sexta que a diferença de barulho será pequena em relação aos motores usados atualmente na F1. "Fundamentalmente, o ruído dos motores continua alto. Tenho certeza de que algumas pessoas ficarão nostálgicas sobre o som dos motores em épocas anteriores, incluindo o V8, mas o som das novas unidades é apenas diferente", ressaltou.

Os novos propulsores também serão mais econômicos do que os atuais da F1, e a Renault prevê que os carros da F1 gastarão 35% menos combustível.

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