Arquivo/AE
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Renault se junta a Ferrari e também ameaça deixar Fórmula 1

Equipes não concordam com a decisão da FIA de implementar um teto orçamentário a partir da temporada 2010

Alan Baldwin, Reuters

13 de maio de 2009 | 11h47

LONDRES - A ex-campeã Renault acompanhou a Ferrari e ameaçou nesta quarta-feira sair da Fórmula 1 no fim da temporada a menos que as regras para 2010 sejam modificadas.

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"Se as decisões anunciadas pelo Conselho Mundial (da FIA) no dia 29 de abril de 2009 não forem revisadas, nós não teremos escolha a não ser nos retirarmos do Campeonato Mundial de Fórmula 1 da Federação Internacional de Automobilismo no fim de 2009", disse o chefe da equipe, Flavio Briatore, em comunicado.

A atual campeã Ferrari, equipe de maior tradição da Fórmula 1 que está na categoria desde 1950, fez uma ameaça semelhante na terça-feira em resposta à introdução de um teto orçamentário opcional de 40 milhões de libras (60,68 milhões de dólares).

A Toyota e as duas equipes da Red Bull também disseram que não poderiam entrar num campeonato dividido, o que significa que metade dos carros atualmente no grid podem não correr no próximo ano.

O posicionamento das equipes aumentou consideravelmente o tom de uma guerra de palavras com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), dirigida por Max Mosley. O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, deve se encontrar com o britânico na próxima semana.

Sob os regulamentos de 2010, as equipes que aceitarem o teto podem ter mais liberdade técnica do que aquelas que continuarem com orçamentos ilimitados. Com o custo menor, a FIA espera que novas equipes tenham interesse de entrar na categoria.

A Renault, campeã de Pilotos com o espanhol Fernando Alonso em 2005 e 2006, disse que foi forçada a reconsiderar sua participação porque as novas regras poderiam causar um campeonato dividido.

A montadora francesa também expressou frustração pelo fato de a FIA ter "ignorado completamente" as próprias propostas de corte de custos da Associação das Equipes de Fórmula 1 (Fota).

"Nosso objetivo é reduzir os custos e ao mesmo tempo manter o alto padrão que faz da Fórmula 1 uma das mais prestigiadas marcas do mercado", disse Briatore.

"Nós queremos atingir isto de forma maneira coordenada com as partes comercial e regulatória, e nos recusamos a aceitar um controle unilateral da FIA", acrescentou.

O presidente da equipe Renault, Bernard Rey, acrescentou que a montadora continua comprometida com o esporte, mas não poderá estar envolvida "em um campeonato operado com diferentes regulamentos."

"Se tais regras forem colocadas em ação, nós seremos forçados a nos retirar no fim da temporada", acrescentou.

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