Resultados na F-Indy empolgam Moreno

Um segundo e um terceiro lugares fizeram o estado de espírito de Roberto Moreno mudar radicalmente. O piloto que às vésperas do GP de Detroit, domingo retrasado, pedia para não se dar muita importância aos problemas que vinha enfrentando, embora não pudesse negá-los, agora já fala em ser campeão. Em Detroit, Moreno chegou em terceiro lugar, seu primeiro pódio da temporada. E disse que, enfim, estava aprendendo a lidar com o novo motor Toyota que sua equipe adotou neste ano, em substituição ao Ford.Com o segundo lugar em Portland, domingo passado, então, ele se sentiu redimido: "Já aprendi a economizar." Pilotar rápido sem gastar muito combustível, eis o desafio. Moreno conta que ainda há dificuldades, como lapidar o relacionamento com seu novo engenheiro, Mark Shambarger, um estreante no cargo.Fora isso, diz ele, as coisas estão nos eixos - tanto que, aos 42 anos, já pensa em conseguir o que passou perto no ano passado: "Vou buscar o campeonato." Em 2000, Moreno terminou em terceiro vendo Gil de Ferran ser campeão com 21 pontos a mais que ele. Na época, a situação era mais favorável a essa altura do campeonato. Após um segundo lugar em Portland, Moreno liderava com 68 pontos, um a mais que Gil. Hoje, tem apenas 36 e ocupa a 12ª posição na tabela de classificação - o sueco Kenny Brack lidera com 76.Se a distância é grande, a curto prazo, pelo menos, a expectativa é boa. A próxima corrida será disputada em Cleveland, onde Moreno venceu no ano passado - aliás, sua primeira vitória na Indy. Ou seja, a equipe tem um acerto bom para a pista do aeroporto de Burke Lakefront. Moreno começou mal e está melhorando, ao contrário de Tony Kanaan.Para o piloto brasileiro da equipe Mo Nunn, as primeiras provas foram tão animadoras que, até agora, ele é o terceiro com maior número de voltas lideradas: 112, atrás apenas do líder Kenny Brack (358) e do vice-líder Hélio Castro Neves (238). Não ganhou nenhuma corrida porque sempre aparecia um problema, na pista ou no box, mas parecia ser questão de tempo.Chegou a corrida de Detroit, local de seu grave acidente no ano passado, e tudo começou a dar errado. De novo, um acidente no qualifying. Nada sério dessa vez, mas Tony, por precaução, não participou da corrida. A seguinte, viriam Portland, Cleveland e Toronto, corridas nas quais, em 2000, ele foi substituído por Bryan Herta enquanto se recuperava.Portland já passou e foi um desastre. Tony foi mal nos treinos, largou em 21º, bateu no warm up e também na corrida. Seu companheiro de equipe, o italiano Alex Zanardi, foi pior ainda, ficando em último no grid. "É a primeira vez que fico em último na minha vida, é humilhante", disse ele após o qualifying: "Se as coisas não melhorarem até o final do ano, vou embora." Campeão em 97 e 98 com a Chip Ganassi, Zanardi, que também não completou a prova de Portland, não tem uma previsão otimista.Segundo ele, vai levar tempo para a equipe voltar a ser competitiva "porque as outras também evoluem". Tony, 13º no campeonato com 34 pontos, conta que a Mo Nunn já tentou todas as mudanças mecânicas possíveis e o carro continuava ruim de pilotar. Conclusão: "A gente acha que é aerodinâmica." A solução foi pedir socorro à Reynard, fornecedora de chassis da equipe, para ver se os mecânicos e engenheiros o estão manuseando de forma errada.Além disso, há também a questão do motor. Os pilotos cujos carros são equipados com Honda insistem que o espaçador imposto pelos organizadores na válvula pop off, a partir de Detroit, os prejudicou. Fala-se em 75 cavalos a menos de potência, Tony acha que a perda foi de 60. Apesar de tudo contra, ele acredita numa virada: "Quero mudar essa situação."

Agencia Estado,

25 de junho de 2001 | 15h47

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