Revelação: Montoya teria caido da moto

De nada adiantou o desmentido oficial da assessora de imprensa da McLaren, Elen Kolby, no fim da tarde. A impressão geral no circuito de Sakhir, hoje, era uma só: Juan Pablo Montoya fraturou o osso omoplata ao cair enquanto realizava suas manobras de motocross, esporte que ele próprio admite praticar. O comunicado da equipe, quarta-feira, reafirmou a versão de que o piloto e seu preparador físico jogavam tênis na Páscoa, num clube de Madrid, residência de Montoya, quando ocorreu uma queda na quadra. O que se comentava hoje no autódromo era que se Montoya assumisse que estava praticando um esporte de elevado risco de contusão, como o motocross, a seguradora da McLaren não se responsabilizaria em pagar o salário do piloto enquanto ele não corre. Como estima-se que seu contrato é de US$ 8 milhões por ano, um mês corresponde a algo como US$ 660 mil. Haverá três semanas de intervalo até a etapa seguinte da temporada, dia 24 em Ímola, tempo talvez suficiente para sua recuperação. A esposa de Montoya está para ter o primeiro filho do casal. O piloto irá permanecer em Miami, onde ela está, enquanto não pode trabalhar. Pegadinha - O suposto comunicado da Grand Prix Drivers Association (GPDA) causou espanto em muita gente, hoje, no circuito de Sakhir, menos atenta à data de hoje. David Coulthard, como um dos diretores da entidade, a associação dos pilotos, estaria liderando a iniciativa de greve no GP de Bahrein. Motivo: os organizadores, compelidos a atender o pedido dos ecologistas, não barrariam a pastagem dos camelos pela área da pista, construída no meio do deserto. Coulthard até teria dito: "É inacreditável que a FIA não se oponha à decisão dos organizadores. Colidir contra esses animais é um sério risco para nós."

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