Mark Dadswell/ Reuters
Mark Dadswell/ Reuters

Para Ricciardo, saída de Red Bull e Toro Rosso ameaçaria futuro da F-1

'Apenas acho que o esporte não sobreviveria', diz piloto australiano

Estadão Conteúdo

14 de dezembro de 2015 | 17h25

A Fórmula 1 ficaria em situação muito frágil se Red Bull e Toro Rosso tivessem deixado a categoria neste ano, afirma o australiano Daniel Ricciardo. Na avaliação do piloto da Red Bull, a perda de duas equipes neste momento ameaçaria a sobrevivência da categoria, que enfrenta queda de audiência e público nas corridas nas últimas temporadas.

Equipes quase irmãs, Red Bull e Toro Rosso quase deixaram a F-1 neste ano por causa da falta de fornecedores de motor. A segunda acompanharia a primeira, cujo dono, Dietrich Mateschitz, cogitou encerrar suas atividades na categoria quando estava com dificuldade de encontrar novo fornecedor.

"Eu acho que o esporte, principalmente como está agora... Não estou dizendo que está numa situação difícil. Mas se a F-1 perdesse dois times, aí sim ficaria em uma situação difícil", declarou Ricciardo, em entrevista ao site americano Motorsport.com. "Eu apenas acho que o esporte não sobreviveria."

Embalada pelos motores Renault nas últimas temporadas, a Red Bull entrou em crise com a parceria neste ano em razão do fraco rendimento da unidade de potência fornecida pelos franceses. Longe de alcançar o desempenho dos motores Mercedes e Ferrari, a Red Bull foi apenas a quarta colocada no Mundial de Construtores.

Insatisfeita, a equipe passou a fazer críticas públicas à Renault, indicando o fim da parceria no fim do ano. Ao mesmo tempo, iniciou negociações com Mercedes, Ferrari e Honda para ter novo fornecedor em 2016.

Sem sucesso, retomou as conversas com a Renault e manteve a parceria para o próximo ano, embora com um detalhe incomum no renovado acordo. Os motores de 2016 não terão o nome da Renault. Serão batizados com a marca de um novo patrocinador, a fabricante de relógios TAG Heuer, ex-parceira da McLaren. Enquanto a Red Bull manteve o acerto com a Renault, a Toro Rosso acertou com a Ferrari para o próximo ano.

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