Andrew Boyers/AFP
Andrew Boyers/AFP

Rio Motorsports confirma compra dos direitos de transmissão da Fórmula 1 no Brasil

Acordo havia sido antecipado pelo 'Estadão' e vale para exibição em canais abertos, fechados e serviços de streaming.

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2020 | 11h37

A Rio Motorsports confirmou nesta sexta-feira que é a nova detentora dos direitos de transmissão da Fórmula 1 no Brasil. A informação havia sido antecipada pelo Estadão na quinta-feira. O acordo, que terá duração de cinco anos, vale para transmissão em canais abertos, fechados e serviços de streaming. Segundo a holding, as negociações com veículos interessados já foram iniciadas.

"Esse é o primeiro passo de uma parceria de longo prazo com a Fórmula 1. Estamos comprometidos em aumentar a base de fãs no Brasil e em oferecer uma nova experiência de transmissão para os brasileiros que amam o esporte há mais de 40 anos", disse JR Pereira, diretor-executivo da Rio Motorsports, em comunicado. 

Estima-se que com a aquisição a Rio Motorsports possa ter faturamento superior a R$ 3 bilhões. Esse valor é baseado nos números que a própria Rede Globo obteve com a exibição das corridas. O rendimento anual da emissora em seu último ciclo foi de R$ 600 milhões. A compra dos direitos de transmissão trouxe também uma novidade que até então não existia no país: a F1TV Pro, o serviço de streaming da categoria.

"Estamos ansiosos para trabalhar com a Rio Motorsports como a nova detentora exclusiva dos direitos de transmissão da Fórmula 1 no Brasil, oferecendo ampla cobertura da modalidade em todo país e alcançando milhares de fãs apaixonados e de longa data", disse Ian Holmes, diretor de direitos de transmissão da Fórmula 1. 

A Rio Motorsports tem direcionado investimentos pesados no setor e tem o plano de construir um novo autódromo no Rio, em Deodoro, fazer do local nova sede do GP do Brasil de Fórmula 1. No início do ano, a holding havia realizado a compra dos direitos de TV da MotoGP, mas por causa de problemas com o cumprimento das cláusulas contratuais, o acordo acabou desfeito.

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