Divulgação/Rio Motorsports
Divulgação/Rio Motorsports

Rio realiza audiência de quase dez horas sobre novo autódromo candidato a receber a F-1

Encontro virtual apresenta estudo de impacto ambiental; consórcio agora aguarda uma possível emissão da licença prévia

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2020 | 08h00

Depois de quase cinco meses de espera e várias de ações na Justiça, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio de Janeiro realizou na noite desta quarta-feira a audiência pública virtual para apresentar e discutir o impacto ambiental da construção do novo autódromo de Deodoro, local candidato a receber o GP do Brasil de Fórmula 1 nos próximos anos. A partir de agora, há um prazo de dez dias para o envio de sugestões e manifestações para alterações no projeto antes da possível emissão da licença prévia.

A realização da audiência é uma das últimas etapas para o consórcio Rio Motorsports conseguir a licença prévia antes de iniciar as obras. O encontro virtual foi transmitido pela internet, teve início às 19h, durou quase 10h e só foi terminar pouco antes das 5h da manhã desta quinta-feira. O debate contou com membros da Prefeitura, representantes do empreendimento, Ministério Público (MP) e ambientalistas para se analisar o planejamento e o impacto da construção da pista em uma área de 2 milhões de m² na Floresta do Camboatá.

Ao todo se inscreveram para a audiência pública mais de 2 mil pessoas, das quais mais de 400 se manifestaram e 190 realizaram perguntas aos responsáveis pelo empreendimento. O tema mais explorado foi a possibilidade de se fazer o autódromo em um outro terreno que pertence ao Exército, o chamado Campo do Gericinó. A alternativa, porém foi descartada porque o Exército considera inviável a realização de um empreendimento no local.

O projeto do Rio é de construir um autódromo no valor de R$ 700 milhões em uma parceria público-privada. O objetivo é deixar o local pronto a tempo de receber o GP do Brasil de 2021 como substituto de Interlagos, em São Paulo. O contrato atual entre a capital paulista e o comando da Fórmula 1 termina no fim deste ano e ainda não foi renovado. O consórcio responsável pelo empreendimento já conseguiu fechar acordo para receber em 2022 etapas do Mundial de MotoGP.

Inicialmente a audiência pública presencial estava marcada para março, porém acabou desmarcada por causa da pandemia do novo coronavírus. Houve uma nova tentativa de realizar o encontro virtualmente em maio, mas a Justiça do Rio suspendeu graças uma liminar. Pelos meses seguintes houve uma série de ações travadas enfre Prefeitura e MP até que na última sexta houve a primeira tentativa de se realizar a audiência. No entanto, por problemas de conexão com a internet a sessão acabou adiada.

A partir de agora há um prazo de dez dias para a envio de sugestões e manifestações para alterações no projeto. Ao fim desse período, o Inea pode emitir um parecer favorável para o início das obras. O consórcio avalia ser necessário de 12 a 14 meses para construir o autódromo.

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