Rio tem 2 semanas para viabilizar GP

A Federação Internacional de Motovelocidade (FIM) decidiu dar um prazo de mais duas semanas para que a Prefeitura do Rio e a Vadam Internacional tentem chegar a um acordo e evitar que o Grande Prêmio Rio de Motovelocidade seja oficialmente cancelado. Caso a etapa carioca prevista para o dia 3 de novembro não aconteça, o castigo para o Brasil já foi determinado: o País ficará por cinco anos impedido de sediar o evento."Os dirigentes entenderam que não falta vontade ao prefeito César Maia em realizar a prova, mas sua discordância é quanto ao valor a ser pago. Durante essa semana vou conversar com ele (o prefeito)", disse o diretor-presidente da Vadam - que detém os direitos de comercialização da prova no Brasil -, Moacir Galo, por telefone, da Espanha.Durante a disputa de Assen, na Holanda, prevista para o próximo dia 30, o calendário da competição para 2002 será divulgado e, caso o Brasil não realize a etapa de 2001, já estará fora do circuito mundial.Se o GP Rio for realizado, o País vai assegurar provisoriamente uma vaga para sediar o evento no próximo ano. "Nossa situação é delicadíssima e, se não fizermos a disputa neste ano, tentarei levar a prova para a cidade de São Paulo, mas aí o trabalho começa do zero e ainda dependeremos da boa vontade dos dirigentes da FIM", explicou Galo.A discordância entre a prefeitura do Rio e os organizadores do evento é que a administração carioca só aceita pagar US$ 2 milhões para sediar a prova e o contrato firmado entre as duas partes estipula a quantia de US$ 4,2 milhões.

Agencia Estado,

17 de junho de 2001 | 15h26

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