RioGP 2005 depende da prefeitura

A Federação Internacional de Motovelocidade (FIM) causou surpresa nesta terça-feira na organização do RioGP ao confirmar não só a prova no calendário do ano que vem, como a data de 17 de abril para a sua realização. O presidente da Vadam International, Moacir Galo, responsável pela promoção da etapa brasileira, informou, porém, que o prefeito carioca Cesar Maia ainda não deu o seu aval para o evento, assim como não assinou qualquer tipo de contrato para sua viabilização. "Esse calendário que a FIM divulgou foi um documento provisório, de retificação", alegou Galo. O Rio disputa com a África do Sul a única data vaga no calendário. "O que pode ter acontecido foi uma desistência dos africanos e, assim, confirmaram o Rio provisoriamente até o dia 15 de novembro, quando terei que dar a palavra final se vamos ou não fazer a prova. Por enquanto, estamos fora." De acordo com Galo, para que o RioGP possa continuar a ser realizado, o prefeito precisa se comprometer a investir US$ 3 milhões, além de viabilizar serviços de infra-estrutura (no valor de US$ 500 mil). O restante dos recursos, US$ 5 milhões, seriam arrecadados junto à iniciativa privada.Galo afirmou que as negociações estão sendo conduzidas pelo deputado federal Rodrigo Maia (PFL-RJ), filho do prefeito. Nesta terça, Cesar Maia negou que tenha sido procurado para conversar sobre o assunto, ao contrário do que afirmou o presidente da Vadam, mas não deu por encerrado os entendimentos sobre o RioGP: "Não fui acionado ainda. Talvez por ter estado em processo eleitoral. Aguardo", escreveu, por e-mail, à Agência Estado.

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