Rossi prevê novo título e teste na F-1

Com os cabelos pintados em verde-e-amarelo, o piloto italiano Valentino Rossi chegou nesta quarta-feira no Autódromo Internacional Nélson Piquet, em Jacarepaguá, para a disputa da 12ª etapa da categoria MotoGP, sábado, com duas certezas: vai conquistar o bicampeonato da categoria e, em um futuro próximo, testar um carro de Fórmula-1. ?Vou realizar um teste privado, longe de todos. Quero saber se tenho condições de ser tão veloz em um Fórmula-1 quanto sou sobre uma moto", assegurou Rossi. Na sexta-feira, o ?poderoso chefão? da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, afirmou que se pudesse substituiria metade dos pilotos do grid pelo atual campeão da MotoGP. Ao mesmo tempo, o dono da escuderia Minardi, Giancarlo Minardi, afirmou que o carro da equipe está ?à diposição" do piloto da Honda. ?Já recebi convites, mas não vou dizer de quem e quando acontecerá o teste." Sobre a conquista do bicampeonato, já que lidera a tabela de classificação com 237 pontos contra 191 de Sete Gibernau, da Telefonica Movistar Honda, e 161 de Max Biaggi, da Camel Pramac Pons, Rossi disse não estar preocupado em assegurar o campeonato no Brasil ou na próxima corrida. Lembrou que este ano a competição está mais equilibrada e afirmou que o importante será conquistar o título. E, para atingir o objetivo, é necessário ter um bom desempenho em Jacarepaguá. A pista brasileira, de acordo com Rossi, é veloz e muito ondulada, além de fazer com que a moto derrape muito. No entanto, destacou que seu estilo se adapta bem ao circuito. Por isso, ele disse torcer para que não esteja chovendo durante a prova, porque assim terá mais chances de ampliar sua vantagem sobre Gibernau, de quem considerou pilotar muito bem em pista molhada. ?Minha primeira experiência no Rio foi nas 125cc e nada boa, porque abandonei. Depois, só me dei bem e conquistei quatro vitórias", lembrou Rossi. ?Também não me esqueço de duas corridas importantes, quando conquistei os títulos das 125cc, em 1997, e da MotoGP, no ano passado." As boas lembranças do Brasil e a admiração pela seleção brasileira de futebol foram as inspirações de Rossi para homenagear o País pintando os cabelos nas cores verde e amarela. O piloto contou que a seleção é um mito na Europa e, após o time italiano, é a equipe por quem mais torce. ?Pena que a prova está sendo disputada em época errada. Deveria ser em fevereiro, quando é carnaval", brincou Rossi, que ainda se confessou fã do artilheiro Ronaldo, do Real Madrid, e frisou não ter preparado nenhuma comemoração especial em caso de vitória sábado. ?Gosto muito do povo também, porque está sempre sorrindo. Muito mais do que o europeu." Quanto ao brasileiro Alexandre Barros, da Gauloises Yamaha, Rossi reservou somente elogios. Destacou que Barros é um excelente piloto, além de ter sido um dos mais velozes com quem já competiu. Lamentou os problemas médicos do brasileiro e a pressão por resultados que vem sofrendo da Yamaha, ?uma máquina difícil de pilotar". Mas, depois dos elogios, Rossi não poupou críticas ao italiano Biaggi que, na terça-feira, disse duvidar de seu talento e pediu para o piloto da Honda competir com uma moto de nível inferior para poder provar suas qualidades. ?O que o Biaggi deseja é que eu saia daqui para ele vir para o meu lugar"´, argumentou Rossi. ?Ele não é sincero e não gosto muito dele. Já provei que sou o melhor."

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