Rubinho, 2.º lugar com cara de derrota

Michael Schumacher e Rubens Barrichello, primeiro e segundo colocados, neste domingo, no GP dos Estados Unidos, saíram de seus carros, não se cumprimentaram e sequer trocaram olhares. É certo que as muitas vaias enquanto estavam no pódio ajudou a compor uma situação constrangedora, mas é também verdade que Rubinho odiou perder a corrida de Indianápolis, já vencida por ele em 2002.E deu sinais de desgaste com a Ferrari: "É um brasileirinho contra um mundo muito grande. É uma luta intensa. Tenho de dar de frente com muita coisa que não gosto." Enquanto dava entrevistas, Jean Todt, diretor geral da equipe, se aproximou para abraçá-lo e foi recebido com certa frieza. Na 51.ª volta da corrida, de um total de 73, Rubinho dividiu a freada do fim da reta com Schumacher, que acabava de sair dos boxes, sua segunda parada. Rubinho a havia feito na 49.ª.Aquela manobra de ambos definiu o vencedor em Indianápolis. "Eu tinha três segundos de vantagem, achei que daria para passar na saída de box na sua frente e, de repente, lá estava ele." O desapontamento de Rubinho era muito evidente. "Eu fiquei por fora e não tinha o que fazer, freei no sujo e segui reto, na grama." Depois, em segundo, a equipe o orientou a poupar o equipamento. "Até então não me haviam solicitado para reduzir meu ritmo." A disputa entre ambos foi livre.Rubinho não explicou, contudo, o que quis dizer com "um brasileirinho contra um mundo muito grande." Já Michael Schumacher contou que desconhecia que os pilotos da Michelin não correriam. "Fiquei surpreso ao alinhar meu carro e os demais pilotos entrarem no box. Espero que as pessoas compreendam que nós não temos nada com isso." Definiu sua 84.ª vitória na Fórmula 1 como "a mais estranha." Mas, pela primeira vez, este ano, disse que a vitória seria possível mesmo com os pilotos da McLaren e Renault na pista. "Nosso ritmo, aqui, me permite acreditar que seríamos primeiro também com nossos adversários na corrida." O resultado levou Schumacher a 34 pontos, três a menos de Kimi Raikkonen, da McLaren, segundo no Mundial, com 37. O líder é Fernando Alonso, da Renault, com 59. Ambos não correram neste domingo. Rubinho esta em quarto, com 29. A Ferrari ascendeu à segunda colocação entre os construtores, com 63, junto da McLaren. A Renault lidera, com 76. Por incrível que possa parecer, existe a possibilidade de já no GP da França, dia 3 de julho, dependendo do que ocorrer, a Ferrari assumir o primeiro lugar entre os construtores.O GP dos Estados Unidos foi histórico para Jordan e Minardi, as outras escuderias que competem com Bridgestone, as únicas a disputar a prova. "Estou vivendo o dia mais feliz da minha vida", falou o português Tiago Monteiro, da Jordan, cuja mãe é brasileira, de Belém do Pará, terceiro colocado. "Esta é a 9.ª etapa do Mundial e a 9.ª etapa que eu termino, e no pódio, não é ruim para um estreante." A Jordan ficou ainda em quarto com o indiano Narain Karthikeyan e a Minardi somou 7 pontos, com o quinto lugar do holandês Christian Albers e o sexto do austríaco Patrick Friesacher.

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