Rubinho acertou na escolha da estratégia

Sábado de manhã, no treino livre, Rubens Barrichello confirmou o que já esperava: com pneus mais usados, seus tempos de volta melhoravam. "Foi isso que me levou a escolher a estratégia mais arriscada, de três pit stops, hoje, e com certeza me ajudou a terminar em terceiro", explicou o piloto da Ferrari, combativo em extremos nas 59 voltas do GP da Europa. Ross Brawn, o estrategista da equipe, concordou: "Os pneus de Rubens estavam em melhor estado que os de Michael Schumacher, que sem poder atacar acabou em quinto." O alemão optou por apenas dois pit stops. Rubinho viu-se envolvido, também, no múltiplo acidente depois da largada. "Quando virei para dentro na primeira curva percebi que vinha um avião, meio alto até, consegui desviar para a esquerda. Perdi um tempão, uns 15 segundos no total." Segundo disse , não fosse o problema, poderia lutar com Nick Heidfeld, da Williams, pelo segundo lugar. Cruzou 1 segundo e 982 milésimos atrás. Para a próxima etapa do campeonato, no Canadá, a Ferrari terá um novo pacote aerodinâmico, o que o deixa ainda mais confiante. "Vou testá-lo a partir de quarta-feira, em Silverstone. A McLaren e a Renault têm ótima velocidade nas retas, como é preciso em Montreal em Indianápolis, vamos testar melhoramentos nessa área." De acordo com sua previsão, a hora que a Ferrari "encaixar uma vitória outras virão na sequência." A colocação é inevitável: você criticou Schumacher depois de Mônaco e hoje classificou-se na sua frente e tampouco saiu da pista, como ele. "Os problemas do passado não podem interferir no presente. Há momentos em que temos de expor que não gostamos de algo, como falei dele lá." Disse mais: "A imprensa italiana falou em divórcio com a Ferrari. Eu tenho contrato até o fim de 2006 e estamos em 2005." Seu companheiro, Schumacher, lembrou que antes da largada, em oposição ao que afirmara quinta-feira, de que poderia vencer, havia já previsto que o melhor que poderia conquistar seria o quinto lugar. "Só não achava que seria tão difícil. Meu ritmo de corrida não foi como de costume, não tínhamos, aqui, a mesma velocidade de Mônaco, por exemplo." Não criticou abertamente a Bridgestone: "Sabemos onde está o problema." Ross Brawn explicou que por Schumacher estar com a Ferrari mais pesada que a de Rubinho, dada a escolha de dois a três pit stops, seus pneus se degradaram mais. O melhor tempo de Rubinho, na 44.ª volta, 1min31s028, terceiro no geral, é cerca de meio segundo melhor que o mais rápido de Schumacher, 1min31s503, na 19.ª volta, sexto da prova. O 14.º lugar de Felipe Massa, da Sauber, hoje, não reflete o que foi sua melhor corrida no ano até agora. Por muito tempo manteve atrás de si Michael Schumacher e Juan Pablo Montoya, McLaren, sétimo. Poderia ter sido o quinto colocado. "O carro estava fantástico, mas algumas voltas depois do meu segundo pit stop, na 44.ª volta, os pneus dianteiros começaram a vibrar muito", explicou. "Na 51.ª volta, na curva 5, segui reto, por esse motivo, e danificou meu aerofólio dianteiro." Isso o obrigou a uma parada extra, a terceira, a cinco da bandeirada. "Foi realmente uma pena." Hoje eram fortes os rumores de que seu companheiro, Jacques Villeneuve, disputará em Montreal sua última corrida pela Sauber. E provavelmente na Fórmula 1.

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