Rubinho acha que evoluiu em 2001

Enquanto Juan Pablo Montoya, da Williams, deu sinais evidentes de que no Mundial de 2002 é forte candidato ao título, em oposição ao difícil início de temporada experimentado este ano, Rubens Barrichello não correspondeu ao que se esperava dele no seu segundo ano de Ferrari. "Os números dizem o contrário, mas acho que fui melhor que na minha estréia na equipe", disse Rubinho, quinto colocado no GP do Japão.Em 2000, ele estabeleceu uma pole position, no GP da Grã-Bretanha, e venceu o GP da Alemanha. Acabou em quarto, com 62 pontos. No campeonato que terminou neste domingo em Suzuka, Rubinho não fez nenhuma pole, tampouco ganhou corridas e somou 56 pontos, seis a menos que em 2000, ainda que tenha sido o terceiro colocado. "Meu critério de avaliação é a minha evolução como piloto e nesse sentido acho que cresci", explica.Mais uma vez a expectativa da torcida em relação ao seu trabalho, frustrada, não o atinge: "Já passei por experiências bem piores. Não acho que possuo a má imagem que parte da imprensa retrata." Neste domingo Rubinho e Ross Brawn, diretor-técnico da Ferrari, ousaram na estratégia, ao optar por três pit stops, ao passo que a grande maioria fez duas paradas. "Tínhamos de tentar algo diferente, largando em quarto." Se vencesse poderia ser vice-campeão. Ele ultrapassou Ralf Schumacher ainda na primeira volta, e em seguida Montoya, para perder o segundo lugar para o colombiano na seqüência. Seria imprescindível que o piloto da Ferrari se mantivesse na frente de Montoya, já que faria um pit stop a mais que o adversário."Ele estava muito veloz na reta, não tinha como ultrapassá-lo", disse o brasileiro. "Nossa estratégia não funcionou como imaginávamos." O carro "muito deficiente" da Arrows e o motor Supertech, "o pior da Fórmula 1", são os maiores responsáveis pelo fraco campeonato de Enrique Bernoldi, segundo sua própria avaliação. "Aprendi muito, que era o meu objetivo neste ano, o primeiro na Fórmula 1." Neste domingo o jovem piloto de Curitiba terminou em 14.º, uma posição à frente do companheiro, Jos Verstappen. Das 17 etapas disputadas, Bernoldi largou 10 vezes na frente de Verstappen, ainda que em corrida seu ritmo não fosse o mesmo do holandês.

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