Rubinho comemora segundo lugar

Das sete etapas do Mundial disputadas até agora, Rubens Barrichello chegou em cinco e todas no pódio. Foi o próprio piloto da Ferrari que lembrou o fato, hoje, depois de muito bom trabalho e a sua segunda colocação na prova. "Nenhum dos meus pontos (24 no total) foram de colocações que não me dessem o pódio." Mas quem tem em conta apenas a diferença para Michael Schumacher na linha de chegada, 431 milésimos de segundo, não imagina o drama vivido por Rubinho, segundo contou. "A partir da 10.ª volta comecei a ter cãimbras no pé direito porque havia uma vibração bastante forte nos pedais." O assessor de imprensa da Ferrari, Claudio Berro, comentou que foi a primeira vez na F-1 que um preparador físico, Raniero Giannotti, passou orientação a um piloto através do rádio da equipe. "Me pediram para procurar mexer os dedos do pé e tomar água." Foi só depois do seu pit stop, na 60.ª volta (a corrida teve 78) que as dificuldades terminaram. "Dei um pisão com força no pedal do freio e me parece que alguma coisa se acomodou por lá porque as vibrações pararam." Nessa hora Ross Brawn, diretor-técnico da Ferrari, lhe ordenou para administrar sua vantagem, já que Eddie Irvine, da Jaguar, em terceiro, estava bem distante (cerca de 40 segundos). "Minha vontade era de acelerar tudo porque minha Ferrari estava ótimo. Nunca tive um carro tão bom para Mônaco." Rubinho prevê que vencerá de novo na F-1 em breve. "Estou batendo na porta da vitória, quem sabe eu a consiga em Montreal, local que eu adoro e costumo me dar bem." Ele já foi duas vezes segundo no Canadá, em 1995, pela Jordan, e ano passado, na Ferrari. Enrique Bernoldi tocou em um adversário na largada e sua Arrows ficou bastante desequilibrada. "Eu tinha com certeza o carro mais lento da corrida, enquanto David Coulthard (McLaren) o mais rápido." Bernoldi segurou legalmente o escocês atrás de si por 43 voltas. Ele terminou o GP de Mônaco em nono. Luciano Burti, da Prost, teve um fim de semana para ser esquecido. Bateu forte por falha dos freios no sábado pela manhã e ontem, com um carro equipado sem o novo pacote aerodinâmico do time, de novo os freios quase o fazem bater na curva Sainte Devote, onde se acidentara. A sétima etapa da temporada acabou ali para ele, na 24.ª volta. Tarso Marques, da Minardi, teve problemas elétricos que o impediam de trocar as marchas, dentre outras dificuldades, e teve de parar na 56.ª volta, depois de boa largada.

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