Rubinho conta como foi acerto com a BAR

Tudo começou com uma brincadeira entre Rubens Barrichello e Gil de Ferran, logo em seguida ao ex-piloto da Cart assumir a direção esportiva da BAR-Honda, no GP de San Marino. Mas depois a coisa começou a ficar séria: "Eu procurei o Jean Todt (diretor-geral da Ferrari) na prova de Silverstone e lhe perguntei se ele me liberaria porque tinha um convite", disse, nesta terça-feira, Rubens Barrichello, pouco antes de embarcar para a Turquia, onde domingo disputará a 14.ª etapa do Mundial, ainda pela Ferrari.Em entrevista ao programa Linha de Chegada, do canal SporTV, Rubinho abriu o jogo, ao mesmo tempo em que sua equipe em 2006 e 2007, a BAR-Honda, oficializava, na Inglaterra, sua transferência da Ferrari. "O Todt ficou muito surpreso. Disse que contava comigo, mas se era o que eu desejava, teria uma semana para decidir." Logo em seguida comunicou Michael Schumacher e Ross Brown, diretor-técnico da Ferrari. "Eles não entenderam também, mas não vieram depois perguntar as razões de eu sair." Nessa hora lembrou que Felipe Massa enfrentará uma situação difícil na escuderia italiana em 2006, por causa da política de concentrar as atenções em Schumacher.Se sua decisão de deixar a Ferrari surpreendeu a todos no time, os jornalistas até se impressionaram quando Rubinho contou quando assinou contrato com a BAR: "Na sexta-feira do GP da Hungria". No dia seguinte, a Agência Estado divulgou a negociação que deixou a Fórmula 1 pasma. Afinal, muito poucos desprezariam um ano de contrato com a equipe mais bem estruturada da competição."Antes disso, tudo correu muito rápido. Começamos a conversar de manhã e de noite já estava tudo acertado (dois anos de contrato, com salário anual estimado de US$ 10 milhões). O Nick Fry (diretor geral da BAR) é um homem objetivo, do bem". Pesou também o fato de Gil de Ferran estar ao seu lado, o que pode ser a garantia que Rubinho busca de não ser preterido no grupo, como acontece na Ferrari. A BAR não informou quem será o seu companheiro.Por razões contratuais, Rubinho só poderá pilotar os carros da BAR na pré-temporada em janeiro. "Vou tirar férias mesmo desta vez. O Eduardo quer um kart e irei comprá-lo da Tony Kart (fabricante italiano, um dos melhores do mundo)." Dá a entender que irá se divertir com o filho, ensinando-lhe alguns dos segredos do kart, sua grande paixão também. Rubinho fez questão de lembrar uma história, demonstrando grande satisfação: "Meu amigo Ayrton Senna sempre me falava da Honda, coisas do tipo você não sabe do que eles são capazes, e agora eu vou trabalhar com a Honda." A montadora japonesa é proprietária de 45% da BAR, fornece motores e participa do desenvolvimento do carro.Apesar do desgaste de ver a equipe estar mais preocupado com Schumacher, o tempo todo, como comentou, não guarda nenhuma mágoa da Ferrari. "Tive grandes momentos lá e ainda desejo tê-los nas 6 etapas que restam do campeonato. Só tenho a agradecer, venci 9 corridas, fui duas vezes vice-campeão do mundo, aprendi muito, cresci na Ferrari." Mas o seu momento é outro: "Hora de renovar minha motivação. Quero ser campeão do mundo, sei que terei, talvez, de trabalha ainda mais que na Ferrari, mas a evolução da BAR-Honda é inegável." Fry definiu a contratação de Rubinho como "outro marco da BAR no sentido de tornar-se um time vencedor."

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