Rubinho culpa tráfego pelo 5º lugar

Não deu para Rubens Barrichello largar de novo na frente de Michael Schumacher, como na Áustria. Mas, segundo ele, ainda que neste sábado não desse mesmo para a Ferrari conquistar a pole, "um lugar na primeira fila seria possível." David Coulthard, da McLaren, e Pedro de la Rosa, Jaguar, atrapalharam suas melhores voltas. "O Coulthard veio me dizer que a equipe não o avisou pelo rádio que eu estava atrás, mas eu lhe respondi que costumo olhar nos espelhos." Barrichello larga em quinto, enquanto Felipe Massa, Sauber, é o 13.º no grid e Enrique Bernoldi, Arrows, o 15º."A única volta limpa que consegui foi a primeira", explicou Barrichello. "Não chegaria no tempo do Juan Pablo Montoya (Williams) de maneira alguma, mas daria pra fazer 1min16s8, o que me garantiria o segundo tempo e a primeira fila." Barrichello ficou com 1min17s357. Ele não interpreta como um grande avanço da Williams e da McLaren o fato de estarem na frente da Ferrari em Mônaco. "Acho que é uma questão de pneu." A Michelin, marca usada pelas duas equipes, desenvolveu um pneu melhor que a Bridgestone para o escorregadio e irregular piso dos 3.370 metros do traçado de Mônaco. Com exceção de Schumacher, terceiro, e Barrichello, quinto, todos os demais, dentre os 10 primeiros colocados, ontem, usavam os pneus da marca francesa. Barrichello destacou que os Michelin permitiam a seus pilotos manter o mesmo ritmo a volta toda, enquanto os da Bridgestone, na última seção do circuito, da piscina até a linha de chegada, já perdiam eficiência."O carro começava a sair de frente." Os números dão razão ao brasileiro. Enquanto na primeira parcial, os mais velozes eram o próprio Barrichello (19s728) e Schumacher (19s737) - Montoya foi terceiro nesse setor, com 19s821- , no último Montoya já aparece em primeiro (19s765), Kimi Raikkonen, McLaren, em segundo (19s848), e Ralf Schumacher, Williams, em terceiro (19s911), todos com os pneus franceses."Não vai dar para fazer uma corrida de ataque, como as últimas, com várias ultrapassagens", contou Barrichello. "Será uma prova de espera." Ele lembrou que em 2000, já na Ferrari, permaneceu muitas voltas atrás de Jean Alesi, da Prost, lutando pelo oitavo lugar, mas que no fim acabou em segundo.Felipe Massa sentiu na pele, pela primeira vez na Fórmula 1, as muitas dificuldades de disputar uma sessão de classificação em Mônaco."O Coulthard não me atrapalhou apenas um ou duas curvas, mas quase a pista toda", falou. "Eu não subiria muito no grid. Penso que ganharia a posição do Frentzen e largaria em 12º." Ele é o 13.º no grid, com 1min19s006, na frente do experiente companheiro, Nick Heidfeld, 17.º. A receita para este domingo ele já sabe: "Ter tranquilidade para chegar até o final. Se der para passar, lógico que vou tentar. Mas vi que quem arrisca muito aqui acaba batendo." Enrique Bernoldi, da Arrows, conseguiu o 15.º tempo neste sábado, 1min19s412. Ele permaneceu parado nos boxes um bom período, pela manhã, com problemas, o que prejudicou o acerto de seu carro. "Gosto mais da corrida que da classificação. Acho que será divertido, em especial a largada." Há 30 anos o Brasil assumia, pela primeira vez na história, a liderança do Mundial de Fórmula 1. Foi no GP de Mônaco de 1972 que Emerson Fittipaldi, com Lotus, chegou em terceiro, depois de largar na pole position. Com os quatro pontos somados ficou sozinho em primeiro na classificação do campeonato. Tudo debaixo de muita chuva. "Lembro-me muito bem. Na largada, o Clay Regazzoni (Ferrari) pulou na minha frente e sem ver nada o segui. De repente, ele começou a brecar e eu também.Percebi então que nós dois havíamos passado reto na chicane." O vencedor foi o francês Jean Pierre Beltoise, da BRM, que aproveitou-se bem da má largada dos primeiros, ele era o quarto, e pulou para a frente já antes da Saint Devote, a primeira curva.

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