Rubinho diz que correrá ao seu modo

Diante da possibilidade de a Ferrari fazer novamente jogo de equipe domingo, no GP da França, para favorecer Michael Schumacher ser campeão ou estender a definição do Mundial para a etapa seguinte, o GP da Alemanha, dia 28, como gostaria o alemão, Rubens Barrichello declarou nesta quarta-feira: "É tudo uma bobagem. Não podemos ir para a pista pensando no campeonato, temos de nos concentrar na prova, isoladamente." As suspeitas na Fórmula 1 são duas: a Ferrari poderia ordenar Barrichello a não classificar-se em segundo, se Schumacher estiver em primeiro, a fim de que já em Magny-Cours, domingo, o alemão se iguale a Juan Manuel Fangio com cinco títulos. A combinação vitória de Schumacher e segunda colocação de Barrichello no GP da França estende a disputa até a etapa seguinte da temporada. A outra hipótese, que até o influente site italiano "tgcom" levantou é a equipe italiana atender ao pedido de Schumacher, que já declarou que "ficaria mais feliz se fosse campeão diante da sua torcida, em Hockenheim, na Alemanha." Nesse caso, a Ferrari orientaria ao alemão não abrir luta com Barrichello, que teria liberdade total para vencer, a fim de deixar o companheiro em segundo. Se o brasileiro ficar em primeiro e Schumacher classificar-se na segunda colocação, a definição do Mundial fica para o GP da Alemanha, como pretende Schumacher. Ele tem 86 pontos diante de 32 de Barrichello, 31 de Juan Pablo Montoya e 30 Ralf Schumacher, ambos da Williams. Essas histórias chegaram a incomodar Barrichello, principalmente a que trata da possibilidade de o alemão deixar o caminho livre para ele vencer. Nesta quarta-feira Barrichello afirmou: "Vou fazer a minha própria corrida. Vimos nos testes que seremos competitivos aqui, mas é bom lembrar que no ano passado as equipes com pneus Michelin foram muito bem." Schumacher venceu (corre com Bridgestone), mas Ralf, seu irmão, com Williams (Michelin), cruzou a linha de chegada em segundo, apenas 10 segundos atrás. Nesta quarta-feira Juan Pablo Montoya, da Williams também disse ter esperanças de que seu time surpreenda a Ferrari. "Demos um grande passo avante com nosso novo pacote aerodinâmico, usado pela primeira vez no GP da Grã-Bretanha", falou. "Teremos aqui em Magny-Cours, casa da Michelin, novos pneus, desenvolvidos especialmemte para esta pista. Acredito num desempenho ainda melhor que em Silverstone." Na eventualidade de Schumacher ser campeão, Barrichello comentou que seu comportamento não mudará: "Hoje companheiros de equipe não se involvem mais em lutas inúteis e arriscadas." Seu objetivo era e será o mesmo: "Desejo vencer corridas." O vice-campeonato será consequência desse trabalho. "Meu foco está sempre voltado para cada prova, cada volta." Nas três últimas edições do GP da França, Barrichello ficou na terceira colocação. Em 1999 pela Stewart e nas duas últimas temporadas já com a Ferrari. "Espero um resultado melhor este ano", afirmou. "O circuito permite ultrapassagens e tem asfalto bastante regular. Acho um belo traçado do ponto de vista técnico, como Barcelona. Aposto num fim de semana emocionante." Schumacher chega nesta quinta-feira a Magny-Cours. Como no dia anterior, nesta quarta-feira fez calor de 30 graus em Magny-Cours e o céu esteve azul o tempo todo. A previsão meteorológica para os próximos dias indica leve queda da temperatura e possibilidade de 20% de chuva para o domingo. Para esta sexta-feira, quando começam os treinos livres para a 11ª etapa da temporada, e sábado, dia da classificação para o grid, ao menos o boletim meteorológico desta quarta-feira não informava sobre chances de chover. Arrows - Os carros da equipe inglesa, onde corre o brasileiro Enrique Bernoldi, estavam previstos para chegar no circuito Nevers-Magny-Cours nesta quarta-feira à noite, embora o seu sócio majoritário, Tom Walkinshaw, reiterasse, na Inglaterra, que ainda tem dúvidas sobre a participação da escuderia na prova. "Já pagamos o que devíamos à Cosworth (empresa fornecedora dos motores Ford), nosso problema é com nossos sócios." Walkinshaw e os representrantes do Morgan and Grenfield, banco dono de 40% da Arrows, estudam uma forma de Walkinshaw pagar seu débito com a instituição, já que ele diz ter um comprador para os seus 60% na sociedade.

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