Rubinho e Ferrari têm falhas mútuas

A exemplo do que já havia ocorrido na largada do GP da Espanha, este ano, Rubens Barrichello ficou neste domingo parado no grid do GP da França. Desta vez com a frente da sua Ferrari ainda apoiada sobre o cavalete e ele com as mãos juntas, em posição de quem reza. O piloto, como em Barcelona, sequer largou. "Não sabemos o que foi. O motor não ligou em nenhum momento. Trocamos o volante, apertamos todos os botões e nada", disse. Barrichello tirou as luvas com raiva, quando seu carro já estava no box e os mecânicos tentavam colocá-lo na prova. Em seguida abandonou o circuito ainda nas primeiras voltas da corrida que poderia definir seu companheiro como campeão do mundo. "Nem tomei parte deste GP, Michael merece a festa, tenho prazer em pertencer a essa equipe", falou depois de ter sido chamado de volta ao autódromo por seu empresário, Frederico della Noce. Antes disso, acompanhou a corrida pelo telefone. "Eu perguntava qual a posição do Michael, ah, segundo, então não vai dar." Instantes depois veio a confirmação da conquista do título. "Estava já no avião, pronto para decolar, quando me contaram que Michael havia vencido. Vim para cá porque faço parte dessa família." Ninguém falou nada oficialmente, mas o fato de Barrichello ter deixado o autódromo antes de conhecer o resultado final não agradou a equipe. Demonstrando irritação com a repetição pela terceira vez na temporada de problemas elétricos no grid, explicou que a pane, agora, ao que parecia, não era a mesma verificada em Silverstone, há duas semanas, quando também ficou parado, embora depois tenha ainda largado em último e classificado-se em segundo. Da terceira colocação no grid e com o bom desempenho de sua Ferrari F2002, demonstrado no treino de aquecimento (warm-up), realizado na manhã deste domingo (segundo tempo), Barrichello acredita que poderia disputar outra bela prova, como as últimas. "Acho que dava para lutar com eles pela vitória", afirmou. Barrichello não mencionou a possibilidade, real agora, de receber maior atenção da Ferrari para vencer algumas das seis etapas que restam até o encerramento do Mundial. Nem mesmo os jornalistas ingleses, sempre tão críticos com a Ferrari, levantaram a questão de "jogo de cena" da Ferrari, ao eventualmente tirar Barrichello da prova para facilitar a vitória de Schumacher e impedir o brasileiro de terminar em segundo, o que adiaria a definição do título para o GP da Alemanha, já domingo. Massa - Felipe Massa, da Sauber, como sempre mostrou-se muito rápido, mas neste domingo cometeu, por inexperiência, alguns erros. O primeiro foi ainda no grid, quando queimou (antecipou) a largada. "Eu apertei o botão de largada automática um pouco antes da hora e depois, por razões de segurança, mantive-me em movimento." Massa teve de cumprir um drive-through (sétima volta), que é a passagem por dentro da área de box, respeitando o limite de 80 km/h. Ao deixá-la, porém, como Michael Schumacher, Ralf Schumacher e David Coulthard, cruzou a linha branca que divide a saída do box da pista. Resultado: novo drive-through, cumprido na nona volta. "Foi uma pena porque minha Sauber estava indo bem na corrida." Na 49.ª passagem, de um total de 72, Massa fez seu segundo pit stop. "Acelerei e o carro não andava, quebrou um semi-eixo." Neste domingo, Peter Sauber, sócio da sua equipe, confirmou que exercerá a opção que tem sobre o contrato de Nick Heidfeld, o outro piloto da escuderia. Quanto a Massa, afirmou: "Tanto eu quanto ele precisamos de mais tempo para conhecer o que cada um pode oferecer para o outro." Bernoldi - Enrique Bernoldi não disputou o GP da França. A Arrows, seu time, não sabe nem mesmo se continuará na Fórmula 1.

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